Evolução

Não ESSE tipo de evolução!

Algumas vezes, ao acordar de mau humor (coisa rara no meu caso), me pego pensando em largar de mão o RPG. É, jogo que te dá trabalho de organizar, marcar, comparecer… E não te leva a lugar algum. Tudo bem, é um hobby, e como todo hobby, deve ser apenas uma opção entre tantas outras coisas na nossa vida. Mas a sensação de que nós estamos perdendo tempo DEMAIS com isso acentua-se a cada manhã sombria.

Sorte minha que elas são poucas!

Tentando entender de onde vem essa minha teima com esse jogo fascinante e que te trás benefícios inigualáveis (enquanto outros vícios foram superados, como o xadrez ou o videogame), decidi “esquartejar” os elementos presentes no RPG, e descobrir qual ingrediente mais me atrai; qual é o fator que me mantém jogando-o por quase 20 anos. E cheguei à conclusão que o elemento mais divertido pra mim é a evolução.

Sim, a capacidade de evoluir, a habilidade intríseca de manter as coisas indo em frente, o atributo que aumenta, mas não só isso. Evoluir um mundo, uma trama ou um cenário faz parte do meu combustível para o RPG. Deve ser por isso que eu gosto de campanhas e não de jogos soltos.

De uns tempos pra cá, com essa onda indie invadindo o RPG no Brasil e pelo mundo afora, surgiram jogos em que a continuidade e a evolução deixaram de ser o foco, ou parte importante; o que está em alta agora é criar um personagem único, com jeitos e trejeitos interessantes, nem que ele seja usado por uma única sessão de jogo. Particularmente, não faz meu estilo.

Não que esses sejam jogos ruins, pelo contrário: aí está a Retropunk Game Design e seus RPGs divertidíssimos que não me deixam mentir. Mas o bacana nesses jogos é justamente a capacidade de jogar apenas histórias soltas, sem continuidade, ou com fim já estabelecido. Por exemplo, você não espera usar seu personagem de Rastro de Cthulhu mais do que o tempo que ele leva para enfrentar UM horror cósmico, indizível e inominável. Dificilmente ele sobreviverá ao primeiro, quanto mais ao segundo…

E que tal se o seu personagem de Terra Devastada ou The Shotgun Diaries enfrentasse OUTRO apocalipse zumbi? Meio forçado, não?

Entendo que a falta de tempo da vida adulta nos leve a explorar o mais diretamente possível aquilo que deveria ser sempre o alvo principal ao se praticar o RPG (ou qualquer outro hobby): a diversão. Talvez eu seja um teimoso, mas o fato é que esse tipo de abordagem não me atrai.

Tenho ressalva parecida com campanhas que começam no nível 5, ou com 300 pontos de experiência pra comprar bolinhas; Acho antinatural. Na minha cabeça, é como se o jogador não tivesse feito nada para merecer aquele avanço. Porém mais uma vez a ausência de tempo nos empurra para essa solução, a meu ver incoerente.

Eu sempre quero contar uma saga, uma história. Quero ver um personagem começar como um simples plebeu e chegar a rei! Quero ver o mago que começou com uma só magia ter páginas e mais páginas no seu grimório. Não importa se levarão anos pra isso acontecer, se é que acontecerá; só a capacidade e a possibilidade de evoluir é que me faz continuar a rolar dados multifacetados.

E você? O que te atrai mais no RPG? Como você lida com a evolução na sua mesa? Conta aí!

II Encontro de RPG em Arraial do Cabo – SUCESSO!

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Demorei mas voltei! E trago até vocês os costumeiros relatos pós-evento! Dessa vez, contarei para quem não pode ir, tudo sobre o que aconteceu no II Encontro de RPG em Arraial do Cabo!

E começo dizendo a vocês que o evento foi um SUCESSO RETUMBANTE! Pode até parecer um exagero, principalmente quando vem de um dos organizadores. Mas o feedback que recebi dos jogadores e mestres presentes justifica esse exagero.

Senão vejamos:

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MALDIÇÃO!!!

U mo bu kai fei di tal... u mo bu kai fei di tal...

Acontece muito comigo: Estou escrevendo um post sobre alguma coisa, e de repente tenho uma ideia pra outro post; Quando eu decido ignorar o “brainstorm”, me ferro. Porque invariavelmente esqueço as ideias que tive, quando não esqueço completamente sobre o que era que eu queria postar!

Esse é um post que estava fadado a cair no bueiro da minha proverbial “memória porca”, mas resolvi parar de escrever o post no qual estava trabalhando e trazer esse assunto pra vocês: Maldições e as maneiras de removê-las!

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Great Pendragon: Podcast novo na área!

Muita gente sabe que sou fanático por podcasts de RPG. É uma mídia fantástica, que aproxima por demais as pessoas, podcasters e ouvintes, mais do que blogs. Dá um trabalhão danado fazer e manter um podcast em atividade; Eu mesmo ainda tento fazer com que o ZUADACAST! tenha mais do que uma edição por ano…

Além disso, estou ouvindo menos podcasts que gostaria; Muita gente boa surgiu nesse ano e meio que não tenho uma conexão decente, e não estou tendo tempo de acompanhar senão alguns pinçados aqui e ali. Mas preciso falar pra vocês sobre esse novo podcast entre os tantos do portal A Terceira Terra: O Great Pendragon Podcast!

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