Dungeons & Dragons: 5E na prática

Post em edição extraordinária!

E mais uma vez o mercado internacional de RPG se movimenta, e os debates aquecem até atingir níveis acalorados, propício para mais uma “Edition War”: A WotC anunciou a produção da quinta edição do primeiro e mais famoso RPG de todos os tempos, Dungeons & Dragons.

OK, o ZUADA! não é um blog de notícias, e não temos quase nada pra falar da 5E (que não está sendo chamado assim pela editora… ainda), mas resolvi aproveitar o hype e colocar aqui como eu acho que esse anúncio e essa nova edição afeta a mim e a alguns leitores, na prática. Não vou nem colocar os links sobre o assunto; vocês devem estar cansados deles já.

Pra começo de conversa, cria-se uma expectativa, que aumentou agora, mas já estava grande quando foi anunciada a volta de Monte Cook para a Wizards. Quem disser que “já sabia” que ia sair uma quinta edição daí, estava apenas apostando junto com a grande maioria.

Após o anúncio concretizado, me vem à mente os jogadores da 4E: sentirão-se eles “roubados” mais uma vez? Muitos sim. Eu mesmo, se ainda fosse mestre de D&D, me sentiria dessa forma. As edições estão se gastando cada vez mais rápido, talvez acompanhando o ritmo da tecnologia e da distribuição de informação. Foram quinze anos da 1ª para a 2ª edição, onze anos da 2ª para a 3ª, oito anos da 3ª para a 4ª, e só cinco anos da 4E para a 5E. Jogadores e mestres com situação financeira não tão boa (sim, eles existem; eu sou um deles) ficam cada vez mais desanimados com o fato de terem que “atualizar” seu RPG depois de pouco tempo…

Recebi relatos também que a noticia repercutiu de forma negativa no fórum do Pathfinder, considerado o “verdadeiro sucessor do D&D” por muitos que não aderiram à nova edição. É como se eles sentissem que escolheram o “lado errado”; imaginando que o D&D continuaria a linha da 4E, preferiram aderir ao novo jogo, e agora temem que o antigo volte. Nada a ver…

Nada garante que o D&D, em sua quinta encarnação, saia do paradigma de “poderes diários” e tal. É uma expectativa, e uma aposta muito forte, já que uma das críticas à 4E era justamente esse sistema. Nada garante, também, que iremos “voltar às raízes” – seja lá o que isso quer dizer. Podemos afirmar com certeza que os desenvolvedores vão angariar opiniões de jogadores através de playtestes por todo o mundo. Mas nada garante que eles vão ouvir todas as opiniões e aplicá-las. Isso é impossível.

E a Devir? A editora paulista anunciou recentemente o lançamento do Essentials, caixas básicas que simplificam a 4E e a tornam acessível para iniciantes. Terá ela fôlego para resistir ao anúncio e às posteriores notícias? Acredito que, se o sistema a ser desenvolvido for compatível com a 4E (eu postaria que não), ela terá tempo de manobrar enquanto prepara a chegada do novo jogo (que deve vir à luz em 2013, nos EUA). Caso contrário, imagino que será um duro golpe colocar no mercado um produto quase obsoleto.

E quem não joga D&D/Pathfinder?

É o meu caso. Há dois anos, larguei a 4E e a troquei por Tormenta RPG (conforme cito nesse post), e posteriormente, virei adepto do Old Dragon. Tais jogos, e mais uma pancada de títulos criados com a Open Game License (ou OGL) trilham agora seu próprio caminho. A OGL não expira. NUNCA. Dificilmente haverão mudanças nesses títulos – exceto se a nova edição revolucionar totalmente o que se conhece por Dungeons & Dragons. É aguardar novas notícias.

Dia 11 tem post novo, voltando à nossa programação normal. Até lá!

4 comentários sobre “Dungeons & Dragons: 5E na prática

  1. Ainda é cedo para especular sobre a 5E, é esperar para ver o que essa nova edição vai trazer e como o mercado irá se comportar.
    Mas acho que essa é a grande pergunta sobre a 5E para os brasileiros: E a Devir, o que vai fazer?

  2. A Devir deveria largar o D&D e comprar os direitos do Pathfinder…

  3. Se o Essentials for uma versão mais auto-suficiente do D&D 4E, no sentido de os 10 produtos da linha serem suficientes e não se precisar de todas as ferramentas eletrónicas que se diz serem “essenciais” (eh, eh!) para facilitar a preparação do jogo, eu acho que a Devir devia apostar na linha, sim.

    Além de ainda faltarem muitos anos até que esta consiga traduzir a nova edição, será sempre difícil para a editora promover o tal desenvolvimento aberto que se quer e que se focará decerto naqueles fãs que dominam a língua inglesa.

  4. É esperar para ver como tudo vai ficar mesmo só sei que nem tão cedo vou abandonar minha coleção pequenina de D&D4ed. não tenho grana e nem vontade para isso então…

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