Resenha: Minor Arcana CG

Capa do Manual de Regras

Saudações a todos! Estou aqui novamente e mais uma vez para comentar criações brasukas de rpgs e card games. A bola da vez é o CG Minor Arcana – uma tirada muito interessante de um cara chamado Augusto Rückert.

Minor Arcana é um card game, similar ao Magic ou Yu-Gi-Oh! TCG. Contudo, algumas características devem ser enfatizadas aqui. MACG (como vou chamá-lo nesta resenha) utiliza um baralho comum com 52 cartas do baralho comum (do Às ao 10, mais o Valete, a Dama e o Rei). Estas cartas são conhecidas no Tarot como Arcanos Menores – daí o nome do jogo.

Apesar de simular características de outros card games, Minor Arcana possui peculiaridades interessantes. A primeira é a ausência de criaturas fixas. Na verdade, suas criaturas podem ser o que você quiser, assim como as magias. Elas são criadas a partir de uma combinação entre duas cartas do baralho, de qualquer naipe e utilizando os números de 2 a 10. A primeira carta define energia e elemento, enquanto a segunda define o ataque e o tipo de poder da criatura. uma lógica parecida é utilizada para as cartas. Baixar criaturas e magias em campo consome a energia do mago combatente.

Por falar nisso, os magos são quatro, um para cada figura do baralho:

Draconianos (Ás): Magos com sangue de dragão, que podem cuspir fogo (considerados por muitos o melhor tipo de mago do jogo).

Necromantes (J): Mestres do mundo dos mortos e controle da mente, podem controlar as criaturas do adversário (o que faz com que oponentes xinguem o valete cada vez que ele aparece como mago na mesa do rival).

Invocadores (Q): Mestres da natureza, podem ampliar a energia de uma criatura além do seu valor inicial (transformam criaturas em tanques ambulantes e são o terror de quem só baixa carta com ataque fraco na mesa).

Tecnomagos (K): Mestres da tecnologia, podem cancelar efeitos de magia por alguns turnos na mesa de jogo (inútil contra quem não utiliza magia – quase 80% dos jogadores da minha mesa de jogo dispensa o uso de magia numa partida de MACG).

Há também as formações especiais. Um Coringa é o monstro mais forte do jogo (e o mais caro de invocar para a mesa), enquanto que as cartas de valor 7 podem ser combinadas para criar magias devastadoras!

A grande vantagem do Minor Arcana é seu custo. O deck completo é um baralho comum, que você encontra em papelarias e lojas de brinquedos. Uma idéia é comprar baralhos personalizados; conheço um carinha aí que vai jogar Minor Arcana usando cartas de baralho de Star Wars. As minhas (que estou montando “fotoxopicamente”) vêm do Tarot mesmo. Use sua imaginação e personalize seu deck!

Além do baixo custo, o fato de você ter todas as cartas de que precisa faz a partida ser equilibrada e deixa um pouquinho a mais para a sorte. O ponto negativo do MACG é que o jogo está descontinuado. A comunidade no Orkut não tem dono (acreditem, eu tentei pegar a comu para revitalizar o jogo) e as regras no manual têm poucas explicações (criaturas com mais de um poder utilizam tudo ao mesmo tempo?). Fora isso, o conteúdo é bom, criativo e altamente jogável.

Quem quiser, só baixar AQUI o manual e se divertir!

Até a próxima!

2 comentários sobre “Resenha: Minor Arcana CG

  1. Gostei muinto do post, apesar de me considerar um Nerd eu só tinha ouvido falar sobre esse jogo mas nunca me aprofundado.

    Valew, espero novos jogos…rsrs…

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