Old Dragon: A Importância do Alinhamento

Onde entra o Neutro nessa parada?

Desde os primórdios do D&D, temos mecânicas para simular os variados comportamentos dos personagens e inimigos. Elas evoluiram (para alguns) e retrocederam (para outros), mas sempre estiveram presentes, seja na hora de construir seu personagem ou lançar aquela “Proteção contra o Caos” esperta.

E com o Old Dragon, que segue a tradição desse jogo, não poderia ser diferente. Mas ao invés das nove tendências do AD&D/D&D 3a Edição, temos apenas os três manjadíssimos Alinhamentos, herdados do antigo D&D. O que o Old Dragon realmente difere de todos os outros é quanto à importância que os alinhamentos tem na condução do jogo. Quando você pegar o livrinho vermelho pra criar os heróis da sua aventura (NÃO TEM o Old Dragon? Sacrilégio! Clique AQUI e pague sua penitência JÁ!), os jogadores tomarão uma decisão importante, que influenciará várias outras no decorrer de suas (curtas?) vidas de aventureiros. Eles terão que escolher entre:

ORDEIRO: O paladino. O herói valoroso que entrega o bandido às autoridades. O mago metódico. São alguns exemplos de personagens desse alinhamento. Ser ordeiro não significa necessariamente ser “bom”, mas sim ser confiável e respeitar as leis (e ser previsível, dirão os mais ácidos). Apesar disso, se você espera que seu personagem seja “um cara legal”, ordeiro é o alinhamento correto.

CAÓTICO: Traição, mentira e mudanças repentinas de planos fazem parte do comportamento caótico. Não que o cara seja um FDP, ou um louco varrido (embora possa ser, se o jogador quiser); Ele simplesmente se recusa a respeitar as leis e costumes, por vezes se considerando acima deles. Um peronagem caótico pode tanto enganar o Rei que o contrata quanto mentir para salvar a vida do grupo (e a sua própria, por consequência). É o alinhamento ideal para bandidos ou personagens imprevisíveis.

NEUTRO: Na moita. Indeciso. Em cima do muro. Essas são algumas atitudes comuns aos personagens neutros. Eles evitam tomar partido na eterna luta entre ordem e caos, preferindo assumir um papel de equilíbrio. Os objetivos de um personagem Neutro podem parecer conflitantes para os personagens de outros alinhamentos, mas ele sabe muito bem o que quer e onde quer chegar. Druidas e outros personagens que prezam a liberdade, mas com responsabilidade, são neutros.

OK, os alinhamentos de Old Dragon são guias para a interpretação e tal. Além disso, dizem como os clérigos se relacionam com seus deuses e magias concedidas, etc. Nada muito diferente de outros jogos “D&DLike”. Mas aqui entra o “pulo do gato”: eles definem coisas importantes no futuro, como que tipo de itens mágicos você pode criar; e qual Especialização você pode assumir quando chegar no 5o nível.

Isso abriu um leque de opções jamais experimentado em nenhuma outra edição; Armas, escudos, armaduras, anéis… Todos esses itens e mais alguns tipos, podem ser ordeiros ou caóticos, e essa característica pode mudar os rumos de um combate ou de toda uma aventura.

E as especializações? Ao invés de você ser apenas um Homem de Armas Ordeiro, pode ser um Paladino. Ou quem sabe seu Mago Caótico pode se tornar um Necromante no 5o nível. Isso torna o sistema de classes aparentemente simples em algo bem completo e customizável.

Então, quando estiver diante de uma ficha em branco de Old Dragon, pense no que seu personagem REALMENTE é. E pondere bastante antes de escrever “neutro” de forma leviana no alinhamento!

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5 comentários sobre “Old Dragon: A Importância do Alinhamento

  1. vou te dizer que eu odeio alinhamentos amarrando coisas, mas ordem e caos é mil vezes melhor que lidar com bem e mal. nisso o old dragon tem minha aprovação😄

  2. @rafael beltrame “Onde entra o Neutro nessa parada?” Tá vendo onde tão disputando a quebra-de-braço? Então, tá lá o Neutro.

    @metalgeisha Não vejo realmente o alinhamento amarrando coisas, mas na verdade dando sentido a elas. Quando lidar com bem e mal, sim, isto é muito mais complexo, porque lida com a interpretação moral do que é um e outro por quem os define. Já ordem e caos independem de moral e portanto mais fáceis de definir e seguir.

    1. @João exato😄 meu problema é a polarização bem e mal, apenas. e quando isso amarra o personagem tipo “o assassino deve ser sempre maligno”. sem contar que bem e mal é questão de ponto de vista… então quando estou jogando pathfinder, que é muito amarrado, normalmente ignoro esse tipo de regra.

  3. Não sei até onde os alinhamentos são necessários.
    Por um lado ele é um grande limitador das ações dos personagens, o que é interessante para o mestre para que os pjs não façam o que querem.
    Por outro lado, alguns jogadores veem os alinhamentos como travas e que não simula o comportamento de um ser sapiente de fato.
    Eu não os vejo de nenhuma dessas formas, acho que, como o próprio nome já diz, o personagem tem uma “tendência” a agir mais de uma determinada forma. Não é que ele não possa agir de outras maneiras, ele pode e as vezes deve, mas quase sempre vai agir da mesma forma.
    Ou seja, não vejo como um delimitador é mais como uma bússola. Assim como no OldDragon. Internamente penso que todo jogador faça isso, defina um modo de agir do personagem, mas nem sempre ele vai agir desta forma.

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