Escrevendo o Futuro

É FAN-TÁS-TI-CO!

Depois de tantos posts falando sobre o que passou, vamos tentar falar um pouco sobre o que virá (o sobre o que pode vir)…

Escrever sobre o futuro não é nada fácil. Mesmo os grandes cineastas e escritores cometem erros ao tentar descrever os anos que virão; Se até Isaac Asimov, um dos maiores escritores de ficção e que mais acerta em suas “previsões” comete erros de julgamento, o que dirá de nós, pobres mestres de RPG, escrevendo aventuras e brincando de adivinhar o futuro.

Esse post não tem intenção de exortar os mestres a buscar precisão e realismo: RPG não tem obrigação de ser “real”, apenas divertido. Mas ao tentarmos desenvolver o que acontecerá no futuro, acabamos por esbarrar em situações que poderão trazer diversão para sua mesa de jogo.

Pensei bastante nesse tema, e cheguei a seguinte conclusão: o maior motivo de erros ao tentar desenvolver um cenário ou tecnologia futura é usar ideias novas em velhas roupagens.

Usando o já citado Isaac Asimov, quem já leu algum de seus contos percebeu que os computadores que ele descreve ficam cada vez mais potentes com a adição de maiores válvulas. Natural, já que Asimov não conseguiu “prever” a invenção de microchips, o que aconteceu na década de 60.

Outro exemplo clássico de como o presente acaba influenciando o futuro é… “De Volta para o Futuro II“, de 1989. Nesse filme, Martin McFly e o Dr. Emmet Brown viajam para um ano onde hologramas fazem parte do cotidiano, carros voadores cruzam os céus e as mensagens chegam até nossas casas por FAX! Que ano é esse? 2015, daqui a pouco mais de três anos…

O que eu quero dizer é: carros voadores, hologramas funcionais e faxes poderiam ser aposta na década de 80, mas dois destes itens estão longe de chegar, enquanto um deles já passou…

Trilhando o caminho inverso: nenhum dos “futurólogos” conseguiu prever a criação de coisas tão comuns na atualidade, como a internet ou redes sociais. Eles imaginavam que os meios de comunicação que eles tinham a disposição, como rádios e cartas (a velha roupagem) apenas evoluiriam para métodos “futuristas”, como rádios tocados dentro da cabeça (fones de ouvido?) ou cartas que se teleportavam até o destinatário (e-mail?). Em suma, ideias novas em velhas roupagens.

Para termos mais chances de criar coisas – sejam elas atitudes, tecnologia ou o que seja – verdadeiramente “do futuro”, tentemos pensar em novas roupagens. O melhor exemplo que eu tenho pra dar é “Minority Report“, com Tom Cruise. No filme, os crimes são solucionados e julgados de uma maneira beeem original (sem falar daquela tela que Cruise utiliza… Você sabia que apareceu no filme ANTES dela ser efetivamente inventada?).

Portanto, quando estiver escrevendo suas aventuras (ou contos, pros mais engajados) futuristas, tente soltar a imaginação das “velhas roupagens”. Você pode acabar esbarrando em algo completamente novo. Ao invés de termos carros voadores, quem sabe teremos… Hum… Roupas movidas a jato!

Tá, confesso que não foi um bom exemplo…

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Fui!

4 comentários sobre “Escrevendo o Futuro

  1. Gostei bastante do post, eu falei sobre algo semelhante mas envolvendo o Halloween e aventuras que possuem criaturas relacionadas a este dia. De você não se prender ao mesmo e tentar inovar. Seja qual for o tipo de ambientação que você jogue. Acho importante isso pois dá uma nova cara a mesa, estiga os jogadores e quebra de vez os limites do que você pode criar. No RPG não existe limites no que você pode fazer em sua mesa!

  2. Sei não Big. O que eu acho é que, salvo algumas coisas previstas que só acontecerão daqui a muitos anos, já temos boa parte do que se previu. A questão é que essas coisas sempre ficam limitadas a uma pequena parcela da sociedade, e levam muuuuuitos anos para se popularizar como nos filmes. Japoneses já limpam suas casas com robozinhos, e já existem carros que voam (embora ainda seja impossível mensurar isso num trânsito urbano). A Microsoft fez uma projeção de futuro bastante interessante (só procurar no Youtube), mais pé no chão, embora ainda meio fantasiosa – mas possível dentro do que se tem de tecnologias que já temos ou podemos ter em breve.

    A questão que o escritor de futurismo deve ter em mente IMHO, é que seu cenário pode ter coisas futuristas fantasiosas em regiões mais desenvolvidas e com as elites, e quanto mais perto do ‘povão’ ou regiões pobres, mais atrasada é a coisa. Claro que podemos ter cenários inverossímeis como Eu Robô, mas mesmo neles você se identifica com algo. De qualquer modo, eu prefiro cenários mais na linha do último filme do Hugh Jackman e tal.

    Por outra via, muito do que usamos hoje foi previsto, mesmo. Em Star Trek tínhamos pequenos celulares. É só procurar. =P

    PS.: A Redbox também é futurista rapá! Shotgun é super newschool😄

    1. Concordo. O motivo desse post são as tecnologias criadas por Asimov e vistas em filmes mais antigos, onde o presente influenciava o futuro. Claro que as criações mais modernas tem, devido à abundancia de estudos e informações, mais chances de acertar. As “previsões” da Microsoft parecem corretas para mim, mas só saberemos quando elas se concretizarem (ou não).
      Ah, e claro que SD, com sua narrativa compartilhada e seu inovador Controle de Mídia (que eu ainda não tive oportunidade de ver, pena) são bem new school! Fora que tem um jogo vindo aí chamado “Space Dragon”, que evoca bem o tema desse post: futuro com cara de passado!
      Valeu!

  3. Há o livro de Michio Kaku, Visões do Futuro, que é um exercício realista de futurologia séria. As previsões são feitas para um futuro próximo, no máximo 2030 e faz especulações do além (até o fim do século XXI).

    Como o livro é de 2000, ele faz alguns previsões que já podem ser constatadas (como um empresa de internet de poder global que ofereceriam serviços voltados unicamente a rede) e descarta coisas impossíveis para a ciência (comuns nos sci-fi).

    O futuro tem muitas possibilidades, mas quando vc trata de futuro próximo, as chances de dar com os burros n’água é grande. Onde está o meu skate voador?

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