O que eu considero “Old School”

Salve, galera! Aos poucos vamos voltando com o blog, devagar e sempre!

Esse post, depois da minha Ode ao Old Dragon, serve para assumir de vez minha linha de pensamento sobre RPG daqui pra frente. MENOS É MAIS. Eu me achava um louco quando fui apresentado à maneira “nova” de jogar RPG, surgida depois dos anos 90.

Sim, porque o problema não são as edições, por mais que uns “oldschoolers” e outros teóricos queiram nos fazer acreditar. Eu joguei uma campanha de AD&D da Abril com meu primeiro grupo durante mais de cinco anos. E quando a 3ª Edição surgiu em 2000, fomos “early adopter”, compramos em inglês mesmo. Mas o estilo de jogo do grupo não mudou.

Claro, o sistema acaba “te empurrando” para os combos e outras coisas que irritam os “Oldschoolers” (como a dependência exagerada da ficha de personagem). Até hoje não me desce o lance de ter uma perícia que “te diz” se o cara que está falando contigo tá mentindo ou não. acabava com metade da graça!

Old school pra mim é o que sempre fui, como mestre. exijo que meus jogadores PENSEM, não apenas joguem os dados. Que colecionem aliados, inimigos e feitos heróicos com seus personagens, não apenas bônus de combate e Talentos.

Percebo, retroativamente, que eu não mudei com o passar dos anos e edições. nem os jogadores que me acompanharam desde 1993.

Foram os tempos que mudaram…

Então, esse post, além de ser o meu “desabafo final” contra o “New School”, serve também para marcar a entrada do ZUADA! na GUILDA DOS BLOGUEIROS OLD SCHOOL. Temos até um brasão ali ao lado!

Vamos continuar postando matérias genéricas, e vez ou outra vou colocar material de Tormenta RPG, que é um jogo que gosto muito. Mas podem esperar uma enxurrada de posts sobre Old Dragon e materiais de RPG da década de 90.

Saudosismo? Que nada!

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FUI!

5 comentários sobre “O que eu considero “Old School”

  1. Acho que tens toda a razão… É muito dificil de fazer alguns entenderem que o ‘ser old school’ está muito mais ligado à postura do que à qual livro ou edição estão usando!

  2. eu não aguento mais esse preconceito de edições. uma coisa é não gostar dessa ou daquela edição, outra é encher o saco de todo mundo que joga uma edição nova por “trair o movimento”. cada um joga o que quer, eu hein!

    aqui a gente joga pathfinder, que é um livro novo, e joga oldschool do mesmo jeito. e olha que eu não era nem da pseudo era de ouro dos anos 90, jogo assim por instinto. não é questão de edição, é de cada um.

  3. Cara fiz um post semelhante, faz pouco tempo atrás. Tbm pra Guilda.
    Se quiser conferir:
    http://grupokalabouco.wordpress.com/2011/10/13/o-que-e-old-school/

    Concordo com a questão de que Old School pode se jogar, independente do sistema, só que alguns sistemas são melhores pra jogos mais leves do que outros.

    A questão é de comportamneto durante o jogo.

    Já joguei Old Dragon, Pathfinder e Tormenta, e em todos o estilo OS se mantém.

  4. Não posso falar muito do rpg “anos 90” e de como eram os jogos antes de surgirem as novas edições (eu tinha pouquíssima idade). Eu também não gosto de jogadores que só descutem regra e querem combar “porque está no livro”. A interpretação pode conseguir coisas independente de ficha

  5. É isso mesmo. Não se trata de sistema em si, mas de atitude do jogador. Nós só chamamos esse jeito desprendido de jogar de Old School, porque foi assim que começamos a jogar. Mas é possível demais jogar dessa forma com jogos de hoje, só depende do nível de abstração e esportiva dos jogadores.

    A questão é que alguns jogos *incentivam* o jeito old school, como os retroclones, o Old Dragon e alguns narrativos como 3:16. Veja este jogo indie totalmente new school narrativista de carnificina nas estrelas: pessoas que curtem cartinhas de ação, heavy rules e coisas assim costumam achar o jogo limitado, porque tem poucas regras e tudo é baseado na descrição – não há uma “recompensa mecânica” para descrever bem a ação, porque a ideia é contar ela para os outros jogadores e o narrador, e não se dar bem nas regras por ter gastado saliva.

    Não caiam na armadilha da má interpretação – jogos com poucas regras não são estimulantes potentes de roleplay, e jogar dessa forma não é ser um ator de teatro – nós nunca dissemos isso. Um apelão amante de porradaria pode muito bem ser um oldschooler, e olha que conheço uns bem carregados, que usam altos esquemas criativos para se dar bem sem precisar torcer uma regrinha sequer.

    Espero que isso desmistifique um pouco essa ideia confusa do tal estilo old school, que as pessoas confundem com saudosismo sem razão.

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