Castelos

Chegar aqui em cima é metade do desafio!

Terceiro post sobre aspectos medievais no ZUADA! – o primeiro foi sobre Feiras Medievais e o segundo, sobre Caravanas -, numa série de posts que foi feita totalemente sem querer…

Quando pensamos em RPG de fantasia medieval, pensamos logo em Castelos – grandes construções de pedra, imponentes, que guardam exércitos, são moradas de reis e outros governantes, e geralmente são alvos de cercos. Muita gente inclusive confunde Castelos com Palácios, então vamos colocar os pingos nos is

Castelos, diferentemente de palácios, são estruturas bélicas, criadas para suportar e apoiar invasões. Comecaram a surgir no século IX, e tiveram um boom até o século XV. Sua contrução é demorada e sua manutenção é cara – não é à toa que os castelos se tornaram um símbolo de independencia do senhores feudais.

Lá dentro, os reis e senhores feudais acumulam e protegem suas riquezas. É imprescindível que a higiene e o abastecimento de água sejam mantidos, para que o castelo possa suportar seu grande número de soldados, criados e outros habitantes. Uma fonte de água no pátio central (como um poço ou nascente) é quase indispensável. Ao redor do pátio há estábulos, cozinhas e despensas, grandes o bastante para armazenar víveres, para suportar longos períodos de cerco.

Por falar em cercos…

Todo castelo que se preze precisa ter mecanismos de segurança, para evitar ou dificultar invasões. Entre eles, destacam-se os manjados fossos, que podem ser cheios de água (nada de crocodilos ou piranhas, rapazes!), ou mesmo secos e cheios de lixo (são a lixeira dos castelos!) ou estacas pontiagudas! Também é comum construir castelos no topo de altas colinas, tornando o acesso difícil e protegido, além de dispensar o uso de fossos.

Depois de vencidos os fossos, os portões e porticullis são a próxima barreira. Porticullis é aquela típico grade cheio de buracos quadrados, e que fica logo após o portão; Eles servem para que os defensores possam atirar com arcos e bestas de dentro para fora, sem serem atingidos pelas espadas inimigas.

Os peritos em armas à distância também podem usar suas habilidades nas ameias do castelo – de onde terão um boa visão para atirar, e proteção. Por vezes há nas torres pequenas e estreitas aberturas, de onde é possível atirar sem sem ser (muito) incomodado pelos adversários. Das ameias também é possível derrubar pedras, óleo fervente, alcatrão, escorpiões (!!!), entre outras coisas, em cima dos invasores!

Só lá atrás, depois das defesas, está o alvo: O torreão, ou prédio principal do castelo. É onde ficam as moradias dos reis/lordes/senhores, e de onde eles organizam suas defesas, além de guardarem seus valiosos tesouros!

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É isso! Espero que tenha contribuido de alguma forma para suas futuras aventuras! Até a próxima

3 comentários sobre “Castelos

  1. Dica de Maquiavel “A Arte da Guerra” direto para o Mestre de D&D. Atrás do fosso e da muralha coloque OUTRO fossso!🙂

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