Experiência: Os Jogadores Decidem

Falar como Yoda difícil é!

Você joga um “jogo de interpretação”.

Você só recebe experiência por matar montros?

Você está fazendo isso errado!

Claro, cada mestre distribui experiência –  o combustível de qualquer herói! – na medida que quiser, da forma que desejar, pelos mais variáveis métodos de avaliação de mérito. O RPG do Mestre trouxe recentemente um post chamado “Dar Experiencia pelo que?”, onde o Erick Patrick demonstra como ele premia seus personagens.

Até certo tempo atrás, em minhas campanhas de D&D, eu sempre tive o hábito de premiar interpretação, boas ideias, trabalho em grupo, etc… Mas o que me incomodava era que o julgamento feito por mim por vezes não agradava o jogador (isso sem falar da minha memória ruinzinha para coisa recentes…). Também estava insatisfeito com o ritmo da evolução, coisa que é muito importante para minha campanha. Até que o Diogo Ainencaitar, jogador do meu novo grupo, mestrou para nós o excelente Star Wars Saga, e no final da sessão (que teve um só combate, diga-se de passagem) me apresentou o seu já costumeiro método de premiação de experiência…

É o seguinte: O jogador em questão nomeia para si uma nota (de 0 a 100), dizendo porque merece essa nota. Cada jogador do grupo decide por si mesmo se segue a nota “pedida” pelo jogador, podendo aumentá-la ou baixá-la à vontade, de preferência, explicando o motivo de estar dando aquela nota. A quantidade de experiência recebida é dada pela média de todas as notas.

Que foda! O mestre não entra no lance, e é uma ótima oportunidade para os jogadores “lavarem a roupa suja”, falando de atitudes que esperavam do personagem em questão. Premia ao mesmo tempo o trabalho em grupo, a interpretação, as atitudes tomadas… Só tem que haver o cuidado pro negócio não virar um bate-boca sem sentido.

Eu, que sou intrometido e xereta, adaptei o método para minha campanha e meu sistema: Na minha mesa, as notas vão de 0 a 50, e a média final é multiplicada pelo nível atual do personagem. Desse modo, o equilibrio da evolução é mantido; Afinal, 100 XP para um personagem de 15 nível não é nada, mas 1500 já é alguma coisa!

Então? O que acharam? Deixem sua opinião! E testem, pra ver o que acontece!

Abraços!

P.S: A quem interessar possa, o blog do Diogo, o cara que me inspirou a fazer esse post, é o http://saintpetercity.blogspot.com/

5 comentários sobre “Experiência: Os Jogadores Decidem

  1. Olá pessoal

    Olha interessante, mas acho muito aleatório demais, gosto de regras sólidas e precisas, pois é uma opinião pessoal minha.

    Só uma informação, que acho que poucas gente sabe, no D&D 4ª (mais precisamente no Dungeon Master’s Guide 2, pág 25) há regras para XP por interpretação. Resumindo a cada 15 minutos que o grupo gasta resolvendo problemas diretamente ligados na crônica sem nenhum combate concede XP equivalente a um Monstro Padrão do mesmo nível do grupo (em termos de 3.5 seria o XP equivalente a um monstro de ND um nível menor que o grupo, tipo um grupo de nível 4 receberia XP de ND 3).

    Eu gosto destas regras por serem sólidas e precisas além de serem MUITO úteis. E pode ser usada em outros jogos, desde que não haja abuso por parte dos jogadores.

    Até mais

  2. Eu tenho uma técnica mais radical: não uso XP.

    O grupo passa de nível quando o mestre decide, de acordo com a quantidade de aventuras, desafios e o quanto é interessante para o avanço da história.

  3. Legal esse método Big!
    Mas a justificativa da nota deve ser aceitável, pq se não os jogadores vão ficar agradando uns aos outros com notas altas…E sei lá, acho que seria bom o mestre dar uma nota tbm, só pra garantir xD

  4. “Legal esse método Big!
    Mas a justificativa da nota deve ser aceitável, pq se não os jogadores vão ficar agradando uns aos outros com notas altas…E sei lá, acho que seria bom o mestre dar uma nota tbm, só pra garantir xD”

    Dito e feito! Ô boquinha, hehe…

    Bom, eu gostei muito da variação do Big, também. Isso faz com que os personagens recebam pelo nível que estão. A partir da próxima sessão vai rolar assim.

    Sobre os jogadores “se alisarem” durante a XP… Bom, eu sempre explico ao burro (e aos meus alunos, aos meus sócios, aos meus funcionários, etc) que burro é o cara que “passa a mão” na cabeça de alguém que fez besteira. Por isso o jogador DEVE dizer porque ganhou aquela quantidade. O Voto de Minerva é sempre do Mestre e cabe a ele decidir se foi justa ou não a votação.

    O objetivo deste método é, na verdade, dar aos jogadores algum poder de decisão na campanha. É claro, é um método que não funciona com jogadores Overpower sem senso de justiça (na verdade, não funciona com qualquer um sem senso de justiça).

    Mas anotei as opiniões e verei se aprimoro o método. Gostei muito de vê-lo postado aqui e agradeço de tabela os comentários, pois são eles que nos ajudam a crescer!

    1. Respondido pelo pai da criança!

      PS: Diogo, vc percebeu a “piada interna” na legenda da imagem?

Os comentários estão desativados.