Vampiros que batem

 

NÃO esse tipo de Vampiros!

Depois de algum tempo muito ocupado, sem novos posts, venho com o meu primeiro post sobre Mundo das Trevas, seja ele novo ou antigo. E a conversa pode não agradar nenhum dos dois tipos de fãs…

Desde que me entendo por RPGista, o Mundo das Trevas de Vampiro/Lobisomem/Mago sempre foi um lugar de tramas sombrias, segredos impronunciáveis e ambiente depressivo, às vezes violentamente depressivo. Aquele aviso “Proibido para menores de 18 anos” que está estampado na capa do Vampiro: A Máscara 2ª edição me impressionou tanto no auge dos meus quinze aninhos, que esperei três anos para finalmente jogar a obra-prima de Mark Rein (bolinha) Hagen…

… O que foi uma decepção. Onde eu esperava vampiros devastados pela sua fraqueza perante a vitae humana, se torturavam pelas suas paixões impraticáveis, que se recusavam a matar ou mesmo que matavam por prazer e vivenciavam suas culpas, encontrei super-heróis que andavam à noite e usavam seus poderes para impressionar seus rivais/colegas/inimigos, ou mesmo só arrumavam uma desculpa para utilizá-los uns nos outros e acumular MAIS poderes, além de jogar dezenas de D10, como num jogo de búzios…

Acompanhe comigo, caro leitor. Apresento à vocês duas situações distintas…

1- O narrador decide que a trama terá muita interpretação e conflitos sociais. Avisa aos seus jogadores, que concordam e constroem seus personagens de acordo. Os raríssimos combates são resolvidos com poucos golpes, enquanto a mesa toda se diverte mais em descobrir o assassino durante um “jantar” na mansão do Justicar.

2- O Narrador quer muita ação. Colocará combates infindáveis (ou quase) para desafiar os poderes do grupo de vampiros. Os jogadores concordam e gastam todos seus pontos de Disciplinas em coisas como Rapidez, Potência e Metamorfose Dois. A pancadaria rola a noite toda, um ou dois personagens morrem pelas mãos de seus próprios companheiros de grupo, diableries à vontade e todos vão pra casa satisfeitos (ou QUASE!).

A pergunta é: Qual desses dois jeitos é o “jeito certo” de jogar Vampiro, seja ele Máscara ou Réquiem?

Se você é politicamente correto (e sensato), e respondeu “os dois” ou “nenhum”, acertou.

Percebo que eu mesmo tinha certo preconceito contra grupos que arriscam campanhas tipo “X-Men Noturnos” (o tipo 2, acima), mas é simplesmente porque não gosto desse tipo de campanha. Do mesmo modo que jogadores que adoram porradaria não se sentiriam bem nas minhas campanhas.

O importante é sempre a diversão. Se mestre e jogadores estão se divertindo, o jogo está “certo”. Se tem alguém chateado com o rumo que as coisas tomaram, está “errado”.

Então, quando encontrarem um grupo de vampiros que enfrentaram Aliens, receberam a ajuda de Caim em pessoa e tiveram que expulsar Galactus da terra, perguntem apenas “foi divertido”? Se a resposta for positiva, tá valendo!

Fui!

P.S: Já ouvi relatos de campanhas com esses acontecimentos do último parágrafo!

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