Iniciativa Tormenta RPG: Os Falcões de Iwa

 

Horonável Ave de Rapina, neh?

De volta com mais um post da Iniciativa Tormenta RPG, movimento que começou no Fórum Jambô e está produzindo material para esse sistema, que é uma mistureba dos D&D’s –  tem coisa de 3ª edição, de AD&D, de 4E, e até de SW Saga e Pathfinder! Saiba mais sobre esse sistema no meu post sobre ele (AQUI).

A proposta da Iniciativa é trabalhar um tema quinzenal, e o escolhido dessa semana foi Nova Tamu-ra – pra quem não sabe, Tamu-ra é uma ilha no extremo nordeste de Arton, com uma cultura parecida com o Japão feudal, e que até bem pouco tempo atrás estava tomada pela Tormenta. Recentemente, foi libertada da tempestade rubra, e seus habitantes exilados agora se empenham em reconstruir sua civilização.

Reitero que não tenho interesse de produzir material para o CENÁRIO e sim para o SISTEMA. Por isso, apesar de basear meus posts no mundo de Arton, esse material pode ser usado em qualquer mundo de campanha. Eu mesmo utilizo a maior parte do que crio em minha campanha de Forgotten Realms, chamada Luz e Sombras. O que vem a seguir são apenas opções, que o mestre pode mudar o que desejar e não utilizar o que achar desequilibrado.

Bem, vamos ao post…

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Os Falcões de Iwa

Localizada no extremo sul da ilha de Tamu-ra, a província de Iwa recebeu esse nome devido à grande montanha que domina todo o seu horizonte (Iwa significa “rocha” em um antigo dialeto Tamuriano). Com grandes campos de arroz e uma constância em suas estações de plantio, Iwa sempre foi um celeiro do império, em seus tempos mais áureos. Foi governada por séculos pelo clã Oishima, que julgava sempre com razão e sabedoria o destino que daria a suas fartas colheitas. Sem inimigos e notoriamente pacifistas, os cidadãos de Iwa tiveram que se adaptar rapidamente às grandes guerras que tomaram toda a ilha de Tamu-ra, por volta de 973.

Apesar de não gostarem de lutar e não se sentirem atraídos pela ânsia do combate, Iwa foi enfim engolfada pela tramas dos daimyos, e em 1121 seus habitantes sofreram os primeiros ataques. Para manter sua independência,  rapidamente Oishima Serata, filho de Oishima Nura, o daimyo local, organizou suas defesas: Convocou todos os falcoeiros da feudo e os incitou a defenderem suas casas, suas famílias e suas honras. O que se viu colocou Iwa definitivamente no mapa do Império de Jade…

Atacando com falcões vindos do céu, o exército de Iwa surpreendeu seus opositores e manteve suas fronteiras defendidas até o fim da guerra, em 1240; Mesmo derrotados, muitos antigos inimigos honraram a tática de Iwa e a estudaram, na tentativa de copiá-la para a glória do Império. Infelizmente, percebeu-se que apenas os forte falcões que habitavam a montanha Iwa, com sua altitude elevada e seu ar rarefeito, eram capazes de lutar com tanto empenho e poder. Iwa então começou a exportar as aves para feudos vizinhos, assim como as técnicas de capturas e árduos treinamentos dos animais, para transforma-los em armas perfeitas.

O Presente

Não se tem notícias de que os falcões de Iwa tenham sobrevivido aos anos de domínio da Tormenta na ilha. Alguns sábios especulam que as grandes altidudes possam ter protegido algumas aves da destruição rubra, embora em estágio selvagem. O desafio, além de capturar um desses animais ariscos, será encontrar as técnicas capazes de transformá-los numa arma mortal.

Sistema

Existem algumas abordagens possíveis; O mestre poderia permitir a criação de Rangers da região, que teriam como Companheiro Animal um dos famigerados falcões de Iwa; Utilizados dessa maneira, eles não diferem de um Companheiro Animal comum.

Poderia também assumir que os personagens consigam encontrar pergaminhos (ou um sábio) que ensine a técnica de treinamento dos falcões, que transformarão a ave num verdadeiro trunfo em combate. E isso requer algumas regras especiais:

Talento: Para usar os falcões de Iwa como arma, o personagem deve adquirir o Talento Falcoeiro, disponível apenas com o consentimento do mestre. Sem ele, os comandos ao falcão terão penalidade de -4, como se estivesse usando uma arma exótica sem treinamento.

Regras: O falcão em si é considerado uma arma mágica; O treinamento, a altitude da montanha e o ar rarefeito (e talvez um resquício da tormenta) transformaram essas aves em criaturas dotadas de capacidades mágicas de causar dano considerável em seus ataques; De fato, o mestre deve tratar essas criaturas como armas mágicas, com bônus de ataque variando de +1 a +5. O falcão ocupa o lugar do escudo (ou seja, o personagem não pode segurar nada na mão do escudo).

A vantagem é que o personagem pode ter, efetivamente, duas armas, sem ter que comprar os talentos de usar duas armas e sem penalidades. Além disso, os atributos do falcão melhoram conforme o nível do personagem. A desvantagem é que o falcão só realiza ataques a cada dois ou três rodadas (veja abaixo), além de poder ser atingido, derrubado e até morto como uma criatura qualquer.

Estatísticas: Existem três tipos de falcões nativos de Iwa; cada um tem suas características próprias, como CA, ataque, dano, Pontos de vida e Frequência de Ataque (FA);

Asas curtas: Falcões que atacam do punho, os Asas Curtas são os preferidos de combatentes que desejam acabar rápido com a batalha. Eles voam baixo e atacam com maior frequência, embora sejam os mais vulneráveis aos ataques inimigos.

CA 15 (+ metade do nível); Dano 1d6 (+1 a cada 2 níveis) Pontos de vida 4 (+2 por nível), FA 1/2

Milhafre: Equilibrados e eficazes, os milhafres tem uma boa visão e costumam causar danos consideráveis nas linhas inimigas. São os preferidos daqueles que precisam ferir os adversários, mas não querem se preocupar com um animal muito vulnerável.

CA 17 (+ metade do nível); Dano 1d8 (+1 a cada 2 níveis) Pontos de vida 6 (+3 por nível), FA 1/2

Peregrino: Os mais imponentes e cobiçados dos falcões de Iwa, o Peregrino é a arma definitiva dos falcoeiros Tamurianos. Ele realiza grandes voos, planando acima do combate e realizando grandes mergulhos, que costumam ser fatais. Porém, devido ao seu alto voo, sua frequência de ataques é bem menor.

CA 18 (+ metade do nível); Dano 1d10 (+1 a cada 2 níveis) Pontos de vida 10 (+4 por nível), FA 1/3

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Ah, não deixem de curtir o Área de Tormenta, que traz semanalmente uma Chuva de Links da Iniciativa Tormenta RPG!

Fui!

 

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5 comentários sobre “Iniciativa Tormenta RPG: Os Falcões de Iwa

  1. Rodrigo, gostei da ideia de usar o falcão como arma. Mas acho que faltaram uns detalhes, e tenho algumas resalvas:

    – Não entendi. Qual o bônus de um ataque usando falcão? Soma o que? ( BBA + 1/2 nível + atributo + X?)

    – Se eles podem ser mortos tão facilmente são uma péssima arma. Sério. O ideal é que eles somassem seus PVs (poucos) ao jogador. Como um simbionte.

    – Sobreviver a Tormenta em montanhas altas? Improvável. Seria mais pela teoria do Edu que existem ilhas próximas a Tamu-ra que não foram engolidas pela tempestada, e preservam povos e fauna tamuriana.

    Lá poderia haver ninhos desses falcões, em lugares elevados.

    1. Obrigado pelos comentários.

      Desculpe não ter ficado claro o lance do ataque do Falcão. Como é uma arma, eu usaria da mesma forma que uma arma – ou seja, é BBA + Quaisquer bônus que o personegem tenha num ataque corpo-a -corpo.

      Quanto ao restante das sugestões, isso não tem a intenção de serem regras inquebráveis, assim como nenhuma regra de nenhum RPG é. reitero o que disse antes:

      “O que vem a seguir são apenas opções, que o mestre pode mudar o que desejar e não utilizar o que achar desequilibrado”.

      Abraços!

  2. Tranformar falcões em armas foi uma solução simples é interessante, apesar de eu achar estranha, além de deixar algumas dúvidas. Por exemplo, se são armas, não deveriam ter um preço de custo? E como exatamente é feito este ataque, conta com um ataque corpo-a-corpo nomal e você soma o mod. de Força, ou não seria melhor usar o Carisma como modificador destes ataques?

    Eu bolaria um talento que simulasse um companheiro animal voador. E mais uns talentos extras pra turbinar o bichinho (ou bichinhos, vc poderia comprar o talento várias vezes).

    A descrição ficou legal, você tem algum gancho pra guerra de 973, ou você inventou a data do nada?

    Mesmo que voe muito alto, nada escaparia da Tormenta. Mas vc me fez pensar numa coisa bizarra: será que acima das nuvens rubras vc encontra um céu azul e límpido? De qualquer forma, o falcão poderia habitar outras regiões, como as uivantes, e alguns mestres falcoeiros podem ter sobrevivido em Nitamu-ra.

    Abraço!

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