Iniciativa Tormenta RPG: A Companhia de Mensageiros de Dantes

 

 

PEGUE O POMBO!!!

 

De volta com mais um post da Iniciativa Tormenta RPG, que começou no Fórum Jambô (link AQUI) e tá detonando! Essa semana, o tema é Liga Independente – uma coalizão de reinos que se separou do Reinado de Arton, e começou a agir por conta própria. Como é uma coisa mais ligada ao cenário, quase que me abstive de participar do tema – mas resolvi por em prática minha imaginação para oferecer aos leitores uma pequena trama de tráfico de influência, que pode ser adaptada para qualquer campanha e qualquer cenário. Se não tem fichas, aventuras, etc, pelo menos ganho pontos no quesito “originalidade”. Com vocês…

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A Companhia de Mensageiros de Dantes

A Liga Independente é hoje uma realidade em Arton. A cooperação de três reinos com várias diferenças entre si se tornou possível graças às adversidades em comum que os ameaçava e extrema força de vontade de seus governantes. Mas nada poderia ter sido feito sem Dantes e sua Companhia…

A família Dantes é uma linhagem forasteira nas terras de Callistia, que migrou a poucas décadas para o norte. Original de Petrinyia, Feal Dantes já era um velho senhor quando abriu seu pequeno negócio: Uma minúscula agência de pombos-correios.

Feal era um trabalhador incansável, e seu exótico ramo acabou atraindo pessoas ricas, aventureiros com poucos recursos, igrejas, enfim, várias pessoas e instituições que necessitavam de comunicação rápida e (quase) sem riscos de interceptação por inimigos. Cobrando pouco e obtendo sucesso em seus serviços, logo todo o reino de Callistia utilizava-se desse método para mandar mensagens para seus ente queridos.

Eventualmente, o velho Feal foi substituído por seus filhos e filhas. E o negócio da família Dantes continuou prosperando, até que Reyver Dantes, bisneto de Feal, assumiu o comando da organização.

Reyver era uma pessoa mesquinha e egoísta, que não aceitava que “pobres e outros desocupados” tivessem acesso a um serviço tão importante como aquele. Achava que as mensagens de carinho e condolências dos humildes atrapalhavam a chegada e partida dos correios de pessoas que tinham algo a dizer – Ricaços fúteis e esnobes, na maior parte das vezes, que se aproveitavam de sua ligação com o dono da companhia para usar o serviço em seus fins escusos. Reyver tinha outra coisa em mente com essa abordagem: Ele frequentemente violava a correspondência dessas pessoas em busca de algo valioso, como um tesouro escondido, ou apenas informação privilegiada. Assim sendo, não era bom negócio abrir cartas de pessoas que enviavam apenas um “parabéns pelo seu aniversário”. Essa situação era incômoda para a família Dantes, que via o negócio do seu patriarca sendo usado para objetivos pouco nobres.

Mas a Liga Independente mudou tudo.

Com o colapso do Reinado e o avanço dos exércitos de Minotauros sobre Deheon, os governantes da Liga perceberam que a comunicação rápida e à prova de falhas proporcionada pela Companhia era uma vantagem estratégica a ser explorada, e deveriam fazer isso antes que outros o fizessem. Usando uma mistura de diplomacia, Tibares e ameaças, a Liga gentilmente colocou o negócio de Reyver sob sua “tutela”, e o obrigou a trabalhar para o “engrandecimento de uma nova era para os povos de Callistia, Salistick e Nova Ghondriann”.

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Ganchos de Aventuras

Mesmo ainda sendo nominalmente o dono e gerente da Companhia de Mensageiros, Reyver é apenas uma peça de decoração; Os trabalhadores e familiares do frívolo herdeiro de Feal aprovam totalmente a tomada da Companhia pela Liga, satisfeitos de que o trabalho duro de seus antecessores tenha finalmente dado bons frutos à terra que os acolheu.

Reyver pensa diferente.

Após ficar sabendo de que a Companhia agora tem agências espalhadas por todo o Reinado – Deheon e Malpetrim são as principais – Reyver mudou de tática: Ele acumula conhecimentos sobre a Liga Independente para vender à um inimigo – qualquer um – capaz de desbaratá-la e devolver sua antiga “mina de ouro”. Claro que esse é mais um pensamento mesquinho de Reyver, e se ele tiver sucesso em sua empreitada, a Liga Independente pode ter seus maiores segredos e fraquezas revelados…

O mestre pode usar esse conflito para gerar momentos de tensão e conspiração – uma agência de mensagens utilizada largamente pela população, onde seu ex-dono sem escrúpulos utilizava essas informações em proveito próprio, agora está nas mãos do governo. Os atuais controladores da Companhia serão idôneos? Ou eles praticam a mesma política de seu antecessor, verificando toda e qualquer correspondência enviada?

Por outro lado, Reyver utilizará de todo seu veneno para destruir a Liga Independente, com suas melhores armas: A informação. Ele apenas quer reaver o controle de sua Companhia, sem se importar com o que possa acontecer com a população de Callistia e dos reinos aliados.

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Até a próxima!

6 comentários sobre “Iniciativa Tormenta RPG: A Companhia de Mensageiros de Dantes

  1. Legal, gostei da idéia de pombos correios, apesar de nobres possuírem meios mágicos para se comunicarem.

    Vc podia dar detalhes de quanto tempo um pombo demora pra entregar uma correspondência, além de preços dos serviços. Isso facilitaria o uso do material nas nossas mesas (e a vida dos mestres, hehe).

    Um aventura onde o objetivo seja interceptar um pombo-correio tb dá um excelente gancho (como no desenho do pombo da figura, que tinha o Dick Vigarista, certo?)

    1. Bem, Edu, depende da abordagem que o mestre utiliza. O próprio Cassaro aconselha a “não usar magia para resolver tudo”, senão logo teremos em Arton Bolas de Cristal mágicas que funcionam como telefones…

      E a magia também é a prova de falhas. Se um lorde endinheirado pode contratar um mago para mandar suas mensagens, seu rival também pode contratar um e bloquear ou interceptar essas mensagens.

      Eu preferi não teorizar muito sobre tempo de entrega e preços. São apenas linhas gerais, e o mestre experiente vai saber colocar isso em sua campanha, sem o artigo o limitar muito.

      Obrigado pelo comentário! Abraços!

  2. Peguem o pombo! Peguem o pombo! Peguem o pombo… AGORAAAAAAAA!

    Mwhaahahahhahahau.

    Também acho que nobres mais alto nivel e governos (por mais meio boca que sejam) tem acesso a meios mágicos bem mais eficientes e seguros.

    A diferença seria mesmo o preço… se eu fosse usar na minha mesa eu manteria a idéia do gancho… mas trocaria a clientela.

    1. Beleza, Di! A ideia é essa! Cada mestre aproveita o conceito de acordo com sua campanha! Afinal, ninguém joga igual!

      Volte sempre! Abraços!

  3. Hiho! Legal a idéia, curti!

    Já tinha visto uma idéia desses, em algumas das antigas Dragão Brasil teve uma mini-aventura em que os lordes usavam falcões como meio de comunicação! hehe

    Acho que os mais ricos iriam preferir mágica mesmo, mas é uma boa idéia pra cenários low-magic aonde o mago não está o tempo todo disponível pra servir de telefone, né? Ou até mesmo como um serviço para reinos próximos ou mensagens menos importantes!

    Aafinal, se vc pode interceptar uma magia, pode pegar um pombo com muito mais facilidade, né? Claro, a não ser que você seja o Dick Vigarista….

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