Jogadores Sem-noção

Eu ia pôr legenda,mas não achei nada que descrevesse bem essa cena...

Salve, galera! Aí vai mais um post para os mestres que perdem as estribeiras com seus jogadores, mas não sabem o que fazer. Só que dessa vez, não vai ter muitas dicas para pôr a aventura nos trilhos; O post é mais pra lavar roupa suja mesmo…

Meu amigo Othon, do blog Taverna do Jogador, além de blogueiro, é jogador na minha campanha Luz e Sombras. De passada pelo blog da campanha (veja AQUI), ele leu meu perfil, onde escrevo que não gosto de jogadores sem-noção. Ele brincou no Twitter que ele seria um jogador desse tipo. Não Othon, você não é. Você não tem a MÍNIMA noção do que é, e a que ponto pode chegar um jogador sem-noção!

Quando eu estava pensando como abordaria esse caso tão especial de jogador, me veio a mente um dos motivos mais comuns que geram jogadores sem-noção: Falta de experiência, de contato com o jogo. Tais situações, apesar de por vezes engraçadas e/ou repugnantes, não entram nesse relato; Um jogador novato tende às vezes a não perceber os alcances e limites do jogo, e acabam gerando fatos divertidos, mas isso fica pra outro post…

Eu falo de jogadores que, apesar da idade mental e física, e da experiência de jogo, continuam agindo como se fossem crianças novatas. Atacam qualquer NPC que vier pela frente, não sabem que “interpretar” não quer dizer “meter o dedo na cara do mestre ou jogadores”, advogam regras, etc.

Tudo bem, concordo que muitas vezes é o estilo de jogo do cara. Não existe jeito certo ou errado de jogar RPG. Existe a diversão. Mas os jogadores sem-noção esquecem a diversão do restante do grupo em prol de sua própria (se é que eles se divertem…)!

Vejo esse tipo de jogador mais ou menos como os famigerados “trolls” da internet, blogs, e coisa que o valha. Sua verdadeira intenção é “causar”; Pra ele, isso é divertido. Seja bolando históricos constrangedores, escolhendo nomes que tiram toda a seriedade daquela sua campanha épica/trágica ou interpretando o Malkavian que faz de tudo para roubar a cueca do Príncipe, às vezes, o mestre tem que lidar com esses tipos exóticos.

E como eu faço isso?

Não faço!

Quando eu percebo que o jogador é daqueles tipos meio “freaks”, que acham que andar com um alaúde de verdade vai dar algum bônus em seus poderes de bardo, eu faço questão de tirá-lo do jogo. Educadamente. E se tiver alguma intimidade com o cara, indico a clínica psiquiátrica mais próxima.

(Funcionou comigo)

Abraços!

P.S: Agradecimentos especiais ao Daniel Ramos, ilustrador e autor do blog Paragons (link AQUI), que me deu a ideia pro post via Twitter!)