Equipamentos de Jogo, parte VII: Anotações do Mestre

"Tabela" é sinônimo de "Tá bonita"?

UFA! Chegamos à sétima e última parte do nosso bastão… digo, da nossa série sobre os acessórios indispensáveis (ou não) ao mestre de jogo. Dessa vez, falaremos sobre os mistérios que guardam os alfarrábios do DM.

Quando eu me iniciei no RPG, não tinha o hábito de escrever. Mas esse prazer começou a ganhar força em mim, devido à experiencia que adquiri nas inúmeras campanhas de D&Dzinho da Grow e AD&D da Abril, sem contar às adaptações esdrúxulas que eu ousei fazer para GURPS (Samurai Shodown?). Se fez necessário o uso da palavra escrita, para tomar notas e para desenvolver as tramas que eu principiava a produzir. Desde então, fiquei refém desse tipo de recurso: até hoje, nos meus planejamentos de fanfics de Harry Potter, sistemas de jogo alternativos ou aventuras de D&D, eu tenho que ter uma prancheta e uma caneta nanquim na mão… Dispenso até o PC. Simplesmente NÃO CONSIGO planejar nada em outro lugar que não seja uma folha de papel (de preferência, gramatura 60kgs, mas aí não é mais mania, é frescura mesmo…).

E para escrever a “mega-ultra-foda” campanha de Forgotten Realms que eu bolei durante um sonho (é, minhas melhores ideias vem quando estou dormindo, não me pergunte o porquê…), fiz questão de adquirir o irmão mais velho do caderno brochura: O Livro de Atas (não é DarkSun, galera…)!

  

As vantagens do livro de atas: Tem capa dura, pautado, com uma encadernação mais resistente do que uma brochura comum.

  No meu caso, ainda serviu pra dar um nome “fantástico e original” para o tomo que guarda os segredos da minha campanha:

De vez em quando, escrevo algumas atualizações ou novas ideias nessa campanha. Infelizmente, por motivos de força maior, ela está atualmente parada. Quem quiser ver um pouquinho do inicio dessa saga, basta dar uma olha no meu outro blog, o Luz e Sombras.

Agora, como esconder tanta informação vital dos jogadores? O famigerado escudo do mestre, é claro! Um acessório tão antigo quanto o próprio RPG, mas que eu nunca tive chances de adquirir um dos bons. Até agora. 

O escudo do mestre do D&D 4E (traduzido pela Devir) é simplesmente o melhor material desse tipo no qual eu pus as mãos. É espesso, resistente e bonito, e mesmo assim eu coloquei um papel-adesivo pra dar uma forcinha na conservação do mesmo (desculpem pela minha caratonha, o fotógrafo era cego…)

Não ficou igual ao original americano (que abre pela horizontal), mas é bem eficiente. Alguns mestres mais antigos não gostam de usar  escudo, dizem que ele atrapalha a visão da mesa. Outros usam e jogam de pé. Eu tento achar um meio-termo, colocando-o de lado, ou virando por cima das minhas anotações. Cara, pra mim, um mestre sem um escudo transforma RPG em teatro de improviso com dados… TEM que ter aquele troço na mesa pra parecer misterioso e enigmático… o que será que o mestre guarda ali atrás? Não vou nem citar as rolagens de dados, aí é assunto pra outro post…

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E assim termina essa série de posts! Foram três meses desde a primeira postagem, e de lá pra cá o blog ganhou muitos leitores (ocasionais e fiéis), alguns cairam aqui por acaso (Feiras Medievais? Foi assim com você?) e alcançamos mais de 4000 visualizações desde outubro. Gostaria de agradecer à todos que acompanharam toda (ou uma parte) da série, espero que aproveitem alguma coisa que eu postei aqui. E que compartilhem também!

Ah, e quero agradecer ao Frank pelo celular emprestado pra tirar as fotos!

Abraços, e o blog continua em breve com sua programação normal.

VEJA TAMBÉM: 

Parte I: Livros 

Parte II: Dados 

Parte III: Fichas 

Parte IV: Marcadores

Parte V: Mapas

Parte VI: Anotações

4 comentários sobre “Equipamentos de Jogo, parte VII: Anotações do Mestre

  1. É impressão minha ou ali no Livro Negro está localizado em Pacoti? hahaha
    Amo aquele lugar… Vou pro reveiilon lá esse ano.

    Ficou muito bacana a série de posts Big. Valeu a pena esperar. Sim, eu esperei você terminar, para poder ler todos de uma vez… Foi uma longa espera.

    Só não gostei de os comentários estarem fechados nos posts anteriores da série.

    E sobre o escudo, sim, vou começar a usar, quando o meu chegar… rsrs

    1. Ah, eu morei em Pacoti até o junho de 2009. Uma temporada de dois anos que me deixou saudades de lá!

      Cara, eu fechei os comentários em posts com mais de um mês. Mesmo assim, é um prazer receber os seus comentários, em quaisquer postagens!

      Fico feliz que tenha gostado! E obrigado pelo jabá no Twitter!

      Abraços!

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