A primeira partida de Vinícius

Carência de jogadores e sérios problemas aritméticos...

Nem sei se fiz a coisa certa… mas decidi que aos oito anos e meio, já era hora do meu filho Vinícius aprender o  hobby de seu pai. Mas como fazê-lo? 

E porque? Motivos eu tinha de sobra para NÃO fazê-lo, pelo menos por enquanto: Ele tem nove anos incompletos, é MUITO imaturo e talvez não compreendesse a brincadeira. Mesmo assim, minha secura por algumas roladas de dados foi maior (quase quatro meses sem jogar!) e eu me decidi: Peguei umas canetas, meus dados, alguns papéis e tirei o Titi (apelido do Vinícius) da cama, de pijamas e tudo! 

Primeira dificuldade: Qual a ambientação? Escolhi Dragon Ball Z, pois tem um mundo já meio conhecido pelo mestre e pelo jogador, com alguns temperos de aventuras de RPG bem definidos e simples, como: 

• Um herói poderoso e preto no branco (Goku), sem segundas intenções ou conflitos complicados; 

• Um vilão (Majin Boo) mau até os ossos e sem nenhum tipo de motivação.   

• Uma missão clara (bater no cara mau!), divertida e imediata! 

Além disso, ajudou um pouco a minha humilde habilidade de imitar as vozes do Majin Boo, Babidi, Sr. Popo e outros personagens do universo citado (não, eu NÃO me orgulho disso!). À primeira vista, pode parecer canastrão, mas é um artifício que uso nas minhas mesas convencionais que aproveitei com meu filho, tornando a experiência mais do que um treino de matemática. 

Sim, matemática. O pano de fundo de todo esse tremendo evento ocorrido na minha mesa de jantar foram as notas nada aceitáveis obtidas pelo Vinícius nessa disciplina, no último bimestre. O 3D&T então foi escolhido como um sistema que poderia me ajudar à fazê-lo contar, e foi isso que aconteceu… 

 

– Eu tenho Força 4, menos sua Armadura 3, quanto sobra? (BIG, todo empolgado e aguardando uma resposta…) 

Bem, no fim das contas, o Vinícius passou em matemática, mas não foi por causa do RPG, e sim pelas aulas suplementares de uma professora particular (embora eu tenha que admitir: a ameaça da chinela da mãe dele ajudou bastante no processo!). Ele agora vive me pedindo outra luta. Espero que isso acenda nele a vontade de ler e aprender o RPG (e matemática!) por si próprio. 

 

– Dois? (Vinícius, fazendo as contas nos dedos…) 

E quem sabe, ano que vem ele não precise lutar contra o Majin Boo para ser aprovado… 

Fui!

6 comentários sobre “A primeira partida de Vinícius

  1. Foda! Parabéns!

    Pretendo fazer isso com meus primos quando chegarem a uma boa idade! Uma coisa é certa: jogar com mais novos é pura empolgação!😀

    1. Valeu, Valchrist!

      O ruim é saber a idade certa, cara… e olha que eu convivo com meu pequeno RPGista todo dia, auheuaheuhuhae…

      Mas é empolgação sim… eu acho que as vezes a gente tá mais empolgado do que os newbies…

  2. Muito show esse post uahuhahauahau. Ri muito. Acho que com o aconselhamento certo qualquer idade é certa pra jogar RPG, Dragon Ball realmente é uma boa escolha, pois, como você falou> é totalmente preto no branco rsrs.

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