Ensaio sobre a cegueira do Mestre

Em terra de Mestre de RPG cego...
Em terra de Mestre de RPG cego...

Pra inaugurar o ZUADA!, decidi escrever sobre algo que procurei especificamente e não encontrei na Rede nem superficialmente: O Não-uso da visão nas descrições de uma aventura de RPG.

Aí vem o cara e pergunta: “E desde quado eu uso A VISÃO para descrever minhas aventuras?” E eu respondo: “Ah, é? Já experimentou descrever SEM ELA?

De onde eu tirei essa idéia maluca? Sei lá! Mas eu estava sentado na beira da minha cama, preparando alguns monstros pra minha próxima sessão de D&D, e me veio isso à mente. Tentar ser mais descritivo… dar mais vida aos cenários que compoem as aventuras.

Muitos blogs, listas, fóruns e podcasts dão dicas de como fazer boas descrições, mas aviso nunca é demais: Uma boa ambientação pode ser aquele “empurrãozinho” que falta para o seu grupo deixar de ser um bando de munchkin apelão e se interessar pelo o cenário, seja ele Forgotten Realms, Eberron, World of Darkness ou qualquer um que você ou seus amigos tenham criado.

A premissa básica é: Feche os olhos. Imagine que você não tem esse sentido à sua disposição. Como fazer aquele lugar ou inimigo ganhar vida no olho da sua mente?

Claro que temos uma imensa vantagem sobre os deficientes visuais de nascença: Conhecemos um monte de coisas que eles não tiveram acesso: Cores e formatos específicos, por exemplo. Tenho dois amigos que são cegos desde que nasceram, e fiquei pensando na possibilidade deles jogarem RPG comigo. A resposta é sim: A imaginação é capaz de maravilhas!

Portanto, na sua próxima sessão, feche os olhos! Faça as árvores da floresta se erguerem ao seu lado! Conte aos jogadores como são elas, a impressão que elas passam aos outros sentidos. Diga como a textura rochosa da muralha do castelo maligno reage em suas peles… e por aí afora! Só tenha cuidado para ninguém aproveitar dos seus olhos cerrados e derrubar o seu escudo “sem querer”…

E quando eu fizer o meu próprio teste, eu posto aqui o resultado! Façam isso também!

Até a próxima!

Um comentário sobre “Ensaio sobre a cegueira do Mestre

  1. Nunca pensei nisso. Costumo sempre descrever um ambiente novo com bastante informação para o olfato, a audição e até o toque (temperatura, vento, arrepio, etc). Mas nunca pensei em não usar a visão. Preciso tentar isso.

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