Arquivos do Blog

Storyteller é Old School?

ISSO é que é um Storyteller Old School! - "The Storyteller - 11,003 B.C." Pintura em óleo de Martin Pate

Essa é uma dúvida que me atormenta há algum tempo; não que eu precise colocar rótulos em tudo, ou que seja contra o que não for “old school”. Decidi gastar neurônios com essa questão que não vai mudar a vida de ninguém porque… sim.

Também porque eu vejo um renascimento do velho World of Darkness, da maneira como ele era jogado nos anos 90, e isso me anima. São vários blogs falando no assunto (o melhor em português, claro, são as meninas do Livro dos Espelhos), e tem esse lance dos 20 anos de Vampiro e Lobisomem. Pergunto: o que o Velho Mundo tem que o Novo não tem?

Leia o resto deste post

Encontros Aleatórios

Terei errado?

Esse post ficou perdido nos sótãos cheios de teias de aranha da minha memória porca, mas depois de ler o excelente post do Erick Patrick, no RPG do Mestre, ele voltou. Vamos falar de encontros aleatórios e monstros errantes, beleza. Mas enquanto o assunto principal não aparece, deixe-me chover no molhado e analisar o que diabos é um “encontro aleatório”.

Não tive paciência de pesquisar, mas acredito que essa técnica/prática se restrinja ao Dungeons & Dragons mesmo (sendo depois copiado por trocentos jogos de videogame), principalmente as edições mais antigas. Não lembro de ter visto uma tabela em Vampiro escrito “1-2: 1d10 Ravnos”, ou algo do tipo… o fato é que é uma prática utilizada para ensinar aos mestres iniciantes a respeito do caos numa partida de RPG: Nem tudo pode ser controlado e medido, senão fica previsível demais.

Leia o resto deste post

ZUADACAST! #2 – Dano Máximo!

Saindo do limbo! Depois de vários meses sem ele, está de volta o ZUADACAST!, o podcast de RPG sem nenhuma utilidade!

Começo esse post pedindo desculpas a todos que ouviram o primeiro (AQUI) e esperavam logo pelo segundo; Nossa intenção é que o podcast fosse mesmo mensal, mas fiquei sem computador de maio até agora. E o próximo podcast não tem data pra sair, pois alguns dos nossos integrantes estarão ocupadaços nesse fim de ano, mas enfim! Tirando as desculpas esfarrapadas e os assuntos atrasados, aqui está!

Leia o resto deste post

Vampiros que batem

 

NÃO esse tipo de Vampiros!

Depois de algum tempo muito ocupado, sem novos posts, venho com o meu primeiro post sobre Mundo das Trevas, seja ele novo ou antigo. E a conversa pode não agradar nenhum dos dois tipos de fãs…

Desde que me entendo por RPGista, o Mundo das Trevas de Vampiro/Lobisomem/Mago sempre foi um lugar de tramas sombrias, segredos impronunciáveis e ambiente depressivo, às vezes violentamente depressivo. Aquele aviso “Proibido para menores de 18 anos” que está estampado na capa do Vampiro: A Máscara 2ª edição me impressionou tanto no auge dos meus quinze aninhos, que esperei três anos para finalmente jogar a obra-prima de Mark Rein (bolinha) Hagen…

… O que foi uma decepção. Onde eu esperava vampiros devastados pela sua fraqueza perante a vitae humana, se torturavam pelas suas paixões impraticáveis, que se recusavam a matar ou mesmo que matavam por prazer e vivenciavam suas culpas, encontrei super-heróis que andavam à noite e usavam seus poderes para impressionar seus rivais/colegas/inimigos, ou mesmo só arrumavam uma desculpa para utilizá-los uns nos outros e acumular MAIS poderes, além de jogar dezenas de D10, como num jogo de búzios…

Acompanhe comigo, caro leitor. Apresento à vocês duas situações distintas…

1- O narrador decide que a trama terá muita interpretação e conflitos sociais. Avisa aos seus jogadores, que concordam e constroem seus personagens de acordo. Os raríssimos combates são resolvidos com poucos golpes, enquanto a mesa toda se diverte mais em descobrir o assassino durante um “jantar” na mansão do Justicar.

2- O Narrador quer muita ação. Colocará combates infindáveis (ou quase) para desafiar os poderes do grupo de vampiros. Os jogadores concordam e gastam todos seus pontos de Disciplinas em coisas como Rapidez, Potência e Metamorfose Dois. A pancadaria rola a noite toda, um ou dois personagens morrem pelas mãos de seus próprios companheiros de grupo, diableries à vontade e todos vão pra casa satisfeitos (ou QUASE!).

A pergunta é: Qual desses dois jeitos é o “jeito certo” de jogar Vampiro, seja ele Máscara ou Réquiem?

Se você é politicamente correto (e sensato), e respondeu “os dois” ou “nenhum”, acertou.

Percebo que eu mesmo tinha certo preconceito contra grupos que arriscam campanhas tipo “X-Men Noturnos” (o tipo 2, acima), mas é simplesmente porque não gosto desse tipo de campanha. Do mesmo modo que jogadores que adoram porradaria não se sentiriam bem nas minhas campanhas.

O importante é sempre a diversão. Se mestre e jogadores estão se divertindo, o jogo está “certo”. Se tem alguém chateado com o rumo que as coisas tomaram, está “errado”.

Então, quando encontrarem um grupo de vampiros que enfrentaram Aliens, receberam a ajuda de Caim em pessoa e tiveram que expulsar Galactus da terra, perguntem apenas “foi divertido”? Se a resposta for positiva, tá valendo!

Fui!

P.S: Já ouvi relatos de campanhas com esses acontecimentos do último parágrafo!