Arquivos do Blog

Storyteller é Old School?

ISSO é que é um Storyteller Old School! - "The Storyteller - 11,003 B.C." Pintura em óleo de Martin Pate

Essa é uma dúvida que me atormenta há algum tempo; não que eu precise colocar rótulos em tudo, ou que seja contra o que não for “old school”. Decidi gastar neurônios com essa questão que não vai mudar a vida de ninguém porque… sim.

Também porque eu vejo um renascimento do velho World of Darkness, da maneira como ele era jogado nos anos 90, e isso me anima. São vários blogs falando no assunto (o melhor em português, claro, são as meninas do Livro dos Espelhos), e tem esse lance dos 20 anos de Vampiro e Lobisomem. Pergunto: o que o Velho Mundo tem que o Novo não tem?

Leia o resto deste post

Equipamentos de Jogo, parte V: Mapas

Onde estou?

Quinta parte dessa longa série sobre acessórios de jogo, e dessa vez, falaremos de mapas, criados ou comprados. 

Esse post já fala de acessórios não-tão-essenciais-assim; Mesmo porque, para quem joga sistemas como Storyteller ou Daemon, por exemplo, os mapas são, na maior parte do tempo, figuras apenas ilustrativas – como o domínio do Príncipe, ou os bairros mais importantes da cidade. 

Agora, no caso de D&D, eles sempre estiveram presentes: Seja como um elemento de enredo, ou como ferramenta essencial, os mapas e matrizes de combate fazem parte da maioria dos jogos de fantasia. Na terceira e quarta edição, então, nem se fala! 

Na primeira categoria, tenho alguns bons exemplos: Os belos mapas-pôsteres que vieram no Forgotten Realms da Abril, ou mesmo no Undemountain, fizeram (e ainda fazem) parte do arsenal de muitos mestres, principalmente daqueles que, como eu, tem mais do que 15 anos (de RPG, não de idade!).

 

Já na segunda, os chamados “grids”, são variados demais para dar exemplos: Desde os hexagonais de GURPS, passando pelos Tiles da 4E, e pelos grids feitos artesanalmente pela galera. Inclusive, estou tentado à fazer um usando um quadro branco, seguindo a receita que encontrei na SpellRPG (link AQUI). 

Apesar de estar tentando aprender a usar progamas de criação de mapas – como o Dundjinni e o Dungeon Crafter - na maior parte das vezes é melhor pegar mapas prontos. O site da Wizards tem o Map-a-week, uma grande coleção de mapas belamente ilustrados, do tempo da 3.0/3.5. Escolha o seu e seja feliz! 

 

Mas se você é como o BIG aqui, que quer saber apenas em que lugar da dungeon estão os personagens, sem se preocupar muito com estética, simples: Use as boas folhas quadriculadas! Escola véia RULES! 

Alguma coisa mais pra se dizer sobre mapas? Solte o verbo! 

Até! 

VEJA TAMBÉM: 

Parte I: Livros 

Parte II: Dados 

Parte III: Fichas 

Parte IV: Marcadores

As Quartas Edições

Os RPG's mais jogados do Brasil chegam à Quarta Edição... e agora?

Os RPG's mais jogados do Brasil chegam à Quarta Edição... e agora?

Não sei se foi coincidência, acaso, de propósito, ou é viagem minha… mas não é curioso que justamente esses QUATRO sistemas de RPG, os mais jogados no Brasil, tenham alcançado a QUARTA edição em QUATRO anos?

Senão vejamos:

Em 2004, foram lançados nos EUA tanto o GURPS 4ª Edição quanto o Storytelling (que pode ser considerada uma quarta edição, haja visto que os antigos Vampiro, Lobisomem e Mago tiveram três edições). O primeiro, uma atualização das regras da antiga 3ª edição de 1988 (única publicada no Brasil, mas que criou uma legião de fãs ardorosos e fiéis). E o segundo foi uma consequência da “implosão” do antigo cenário, trazendo um Mundo das Trevas mais adulto e voltado para as premissas originais do sistema.

Em 2006, surge o 4D&T, sistema brasileiro que evolui do antigo 3D&T, mudando completamente seu paradigma: Antes, uma porta de entrada para o RPG; Agora, uma janela para introduzir o Sistema D20 e fazer uso da famigerada OGL.

E Finalmente  em 2008, a “explosiva” 4ª Edição do D&D, que dividiu jogadores, mestres, blogs, e as estantes da galera. Feita com a intenção ”definir o estilo” do primeiro RPG do mundo para a próxima década, essa edição  trouxe inovações mecânicas arrojadas ( e outras nem tanto…).

O que fica dessa breve história? Apesar de novas edições serem necessárias (O Call of Cthulhu da Chaosium, por exemplo, tem SEIS edições oficiais publicadas, afora um bocado de “edições especiais”), eu tento ver as motivações de cada empresa em lançá-las, às vezes com pouquíssimos anos de diferenças entre a nova e a antiga edição. Percebo um interesse em atualização de regras, simplificações, interesses de mercado, criação de uma identidade do jogo… mas a melhor definição que eu achei foi na numerologia (que eu pesquisei no Google, tá? Não sou nenhum místico ou coisa do tipo). Fica aí a frase mais interessante sobre o Número 4:

…tem muito medo de perder a força; trabalha tanto, que até se esquece de pedir ajuda e tem uma grande capacidade de trabalho. Recusa-se a ser vulnerável e a palavra-chave é estabilidade…

Alguma coisa à ver?

Até a próxima!

P.S: Shadowrun também está na quarta edição, mas não entrou aqui por não ser tão jogado no país, o que é uma pena. Eu adoro Shadowrun!