Arquivos do Blog
Como (e por que) Sacanear seus Jogadores!
Opa! Voltando após quase uma semana sem posts; Tinha gente achando que o blog tinha fechado e tal… gostaria de negar essa informação. Além disso, eu e minha esposa continuamos casados, apesar das brigas. Afinal, eu sou o visionário que pensa em RPG, e ela… bem, ela paga as contas…
Sério agora (ou nem tanto assim). Todos os blogs e autores sempre tem uma ou outra palavra para dizer como você deve proceder para manter seus jogadores felizes e bem-alimentados em suas mesas. Nada contra. RPG é diversão, e ter seus planos arruinados ou atitudes negadas a todo momento pelo Mestre é definitivamente CHATO.
Escrevendo o Futuro

É FAN-TÁS-TI-CO!
Depois de tantos posts falando sobre o que passou, vamos tentar falar um pouco sobre o que virá (o sobre o que pode vir)…
Escrever sobre o futuro não é nada fácil. Mesmo os grandes cineastas e escritores cometem erros ao tentar descrever os anos que virão; Se até Isaac Asimov, um dos maiores escritores de ficção e que mais acerta em suas “previsões” comete erros de julgamento, o que dirá de nós, pobres mestres de RPG, escrevendo aventuras e brincando de adivinhar o futuro.
Vampiros que batem

NÃO esse tipo de Vampiros!
Depois de algum tempo muito ocupado, sem novos posts, venho com o meu primeiro post sobre Mundo das Trevas, seja ele novo ou antigo. E a conversa pode não agradar nenhum dos dois tipos de fãs…
Desde que me entendo por RPGista, o Mundo das Trevas de Vampiro/Lobisomem/Mago sempre foi um lugar de tramas sombrias, segredos impronunciáveis e ambiente depressivo, às vezes violentamente depressivo. Aquele aviso “Proibido para menores de 18 anos” que está estampado na capa do Vampiro: A Máscara 2ª edição me impressionou tanto no auge dos meus quinze aninhos, que esperei três anos para finalmente jogar a obra-prima de Mark Rein (bolinha) Hagen…
… O que foi uma decepção. Onde eu esperava vampiros devastados pela sua fraqueza perante a vitae humana, se torturavam pelas suas paixões impraticáveis, que se recusavam a matar ou mesmo que matavam por prazer e vivenciavam suas culpas, encontrei super-heróis que andavam à noite e usavam seus poderes para impressionar seus rivais/colegas/inimigos, ou mesmo só arrumavam uma desculpa para utilizá-los uns nos outros e acumular MAIS poderes, além de jogar dezenas de D10, como num jogo de búzios…
Acompanhe comigo, caro leitor. Apresento à vocês duas situações distintas…
1- O narrador decide que a trama terá muita interpretação e conflitos sociais. Avisa aos seus jogadores, que concordam e constroem seus personagens de acordo. Os raríssimos combates são resolvidos com poucos golpes, enquanto a mesa toda se diverte mais em descobrir o assassino durante um “jantar” na mansão do Justicar.
2- O Narrador quer muita ação. Colocará combates infindáveis (ou quase) para desafiar os poderes do grupo de vampiros. Os jogadores concordam e gastam todos seus pontos de Disciplinas em coisas como Rapidez, Potência e Metamorfose Dois. A pancadaria rola a noite toda, um ou dois personagens morrem pelas mãos de seus próprios companheiros de grupo, diableries à vontade e todos vão pra casa satisfeitos (ou QUASE!).
A pergunta é: Qual desses dois jeitos é o “jeito certo” de jogar Vampiro, seja ele Máscara ou Réquiem?
Se você é politicamente correto (e sensato), e respondeu “os dois” ou “nenhum”, acertou.
Percebo que eu mesmo tinha certo preconceito contra grupos que arriscam campanhas tipo “X-Men Noturnos” (o tipo 2, acima), mas é simplesmente porque não gosto desse tipo de campanha. Do mesmo modo que jogadores que adoram porradaria não se sentiriam bem nas minhas campanhas.
O importante é sempre a diversão. Se mestre e jogadores estão se divertindo, o jogo está “certo”. Se tem alguém chateado com o rumo que as coisas tomaram, está “errado”.
Então, quando encontrarem um grupo de vampiros que enfrentaram Aliens, receberam a ajuda de Caim em pessoa e tiveram que expulsar Galactus da terra, perguntem apenas “foi divertido”? Se a resposta for positiva, tá valendo!
Fui!
P.S: Já ouvi relatos de campanhas com esses acontecimentos do último parágrafo!
Jogadores Sem-noção

Eu ia pôr legenda,mas não achei nada que descrevesse bem essa cena...
Salve, galera! Aí vai mais um post para os mestres que perdem as estribeiras com seus jogadores, mas não sabem o que fazer. Só que dessa vez, não vai ter muitas dicas para pôr a aventura nos trilhos; O post é mais pra lavar roupa suja mesmo…
Meu amigo Othon, do blog Taverna do Jogador, além de blogueiro, é jogador na minha campanha Luz e Sombras. De passada pelo blog da campanha (veja AQUI), ele leu meu perfil, onde escrevo que não gosto de jogadores sem-noção. Ele brincou no Twitter que ele seria um jogador desse tipo. Não Othon, você não é. Você não tem a MÍNIMA noção do que é, e a que ponto pode chegar um jogador sem-noção!
Quando eu estava pensando como abordaria esse caso tão especial de jogador, me veio a mente um dos motivos mais comuns que geram jogadores sem-noção: Falta de experiência, de contato com o jogo. Tais situações, apesar de por vezes engraçadas e/ou repugnantes, não entram nesse relato; Um jogador novato tende às vezes a não perceber os alcances e limites do jogo, e acabam gerando fatos divertidos, mas isso fica pra outro post…
Eu falo de jogadores que, apesar da idade mental e física, e da experiência de jogo, continuam agindo como se fossem crianças novatas. Atacam qualquer NPC que vier pela frente, não sabem que “interpretar” não quer dizer “meter o dedo na cara do mestre ou jogadores”, advogam regras, etc.
Tudo bem, concordo que muitas vezes é o estilo de jogo do cara. Não existe jeito certo ou errado de jogar RPG. Existe a diversão. Mas os jogadores sem-noção esquecem a diversão do restante do grupo em prol de sua própria (se é que eles se divertem…)!
Vejo esse tipo de jogador mais ou menos como os famigerados “trolls” da internet, blogs, e coisa que o valha. Sua verdadeira intenção é “causar”; Pra ele, isso é divertido. Seja bolando históricos constrangedores, escolhendo nomes que tiram toda a seriedade daquela sua campanha épica/trágica ou interpretando o Malkavian que faz de tudo para roubar a cueca do Príncipe, às vezes, o mestre tem que lidar com esses tipos exóticos.
E como eu faço isso?
Não faço!
Quando eu percebo que o jogador é daqueles tipos meio “freaks”, que acham que andar com um alaúde de verdade vai dar algum bônus em seus poderes de bardo, eu faço questão de tirá-lo do jogo. Educadamente. E se tiver alguma intimidade com o cara, indico a clínica psiquiátrica mais próxima.
(Funcionou comigo)
Abraços!
P.S: Agradecimentos especiais ao Daniel Ramos, ilustrador e autor do blog Paragons (link AQUI), que me deu a ideia pro post via Twitter!)


















