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Storyteller é Old School?

ISSO é que é um Storyteller Old School! - "The Storyteller - 11,003 B.C." Pintura em óleo de Martin Pate

Essa é uma dúvida que me atormenta há algum tempo; não que eu precise colocar rótulos em tudo, ou que seja contra o que não for “old school”. Decidi gastar neurônios com essa questão que não vai mudar a vida de ninguém porque… sim.

Também porque eu vejo um renascimento do velho World of Darkness, da maneira como ele era jogado nos anos 90, e isso me anima. São vários blogs falando no assunto (o melhor em português, claro, são as meninas do Livro dos Espelhos), e tem esse lance dos 20 anos de Vampiro e Lobisomem. Pergunto: o que o Velho Mundo tem que o Novo não tem?

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ZUADACAST! #1 – Abracadabra!

Salve, galera! Sejam bem vindos ao primeiro episódio do ZUADACAST!, o podcast de RPG sem nenhuma utilidade! Nessa estreia, eu juntei meu atual grupo de RPG aqui na Região dos Lagos – Diogo, Carol, Rafael, Marvin e Wallace – para falar um pouco sobre magia nos diversos sistemas de RPG. Participações especiais de um Pikachu, um canário, e o cachorro do vizinho!

Deixe um comentário e vote na enquete do “Conte com a Gente”, quadro interativo que rola no final do episódio! Você escolhe a continuação da nossa história!

Assine o link para iTunes (http://www.mevio.com/feeds/zuada.xml) ou baixe o podcast. Você também pode escutar direto na página!

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SHOWNOTES

[00:00] Abertura

[01:20] Sessão Jabá e Apresentações

[11:00] O que é Magia no RPG?

[15:22] D&D – Sistema Vanciano: Faça e Esqueça

[23:24] GURPS – Magias como perícias

[27:46] Ars Magica & Sistema Daemon: Magia Vocabular

[33:22] Mago Ascensão & Despertar: Magia da Realidade

[36:23] Outros sistemas: 3D&T, 4D&T, Castelo Falkenstein

[43:03] Conte com a gente #1: O Destino do Reino

[48:08] Encerramento

[51:48] Sessão Recorte: Efeitos Especiais/Participante sem nome

LINKS CITADOS:

RPG do Mestre

Crônicas de Saint Peter

Promoção Monstruosa!

Encontro de RPG de Arraial do Cabo

EDIT: Ocorreu uma mudança nas datas do Encontro de RPG de Arraial do Cabo. As novas datas são 30 de abril e 1º de maio.

Conte com a Gente – O Destino do Reino #1

Vampiros que batem

 

NÃO esse tipo de Vampiros!

Depois de algum tempo muito ocupado, sem novos posts, venho com o meu primeiro post sobre Mundo das Trevas, seja ele novo ou antigo. E a conversa pode não agradar nenhum dos dois tipos de fãs…

Desde que me entendo por RPGista, o Mundo das Trevas de Vampiro/Lobisomem/Mago sempre foi um lugar de tramas sombrias, segredos impronunciáveis e ambiente depressivo, às vezes violentamente depressivo. Aquele aviso “Proibido para menores de 18 anos” que está estampado na capa do Vampiro: A Máscara 2ª edição me impressionou tanto no auge dos meus quinze aninhos, que esperei três anos para finalmente jogar a obra-prima de Mark Rein (bolinha) Hagen…

… O que foi uma decepção. Onde eu esperava vampiros devastados pela sua fraqueza perante a vitae humana, se torturavam pelas suas paixões impraticáveis, que se recusavam a matar ou mesmo que matavam por prazer e vivenciavam suas culpas, encontrei super-heróis que andavam à noite e usavam seus poderes para impressionar seus rivais/colegas/inimigos, ou mesmo só arrumavam uma desculpa para utilizá-los uns nos outros e acumular MAIS poderes, além de jogar dezenas de D10, como num jogo de búzios…

Acompanhe comigo, caro leitor. Apresento à vocês duas situações distintas…

1- O narrador decide que a trama terá muita interpretação e conflitos sociais. Avisa aos seus jogadores, que concordam e constroem seus personagens de acordo. Os raríssimos combates são resolvidos com poucos golpes, enquanto a mesa toda se diverte mais em descobrir o assassino durante um “jantar” na mansão do Justicar.

2- O Narrador quer muita ação. Colocará combates infindáveis (ou quase) para desafiar os poderes do grupo de vampiros. Os jogadores concordam e gastam todos seus pontos de Disciplinas em coisas como Rapidez, Potência e Metamorfose Dois. A pancadaria rola a noite toda, um ou dois personagens morrem pelas mãos de seus próprios companheiros de grupo, diableries à vontade e todos vão pra casa satisfeitos (ou QUASE!).

A pergunta é: Qual desses dois jeitos é o “jeito certo” de jogar Vampiro, seja ele Máscara ou Réquiem?

Se você é politicamente correto (e sensato), e respondeu “os dois” ou “nenhum”, acertou.

Percebo que eu mesmo tinha certo preconceito contra grupos que arriscam campanhas tipo “X-Men Noturnos” (o tipo 2, acima), mas é simplesmente porque não gosto desse tipo de campanha. Do mesmo modo que jogadores que adoram porradaria não se sentiriam bem nas minhas campanhas.

O importante é sempre a diversão. Se mestre e jogadores estão se divertindo, o jogo está “certo”. Se tem alguém chateado com o rumo que as coisas tomaram, está “errado”.

Então, quando encontrarem um grupo de vampiros que enfrentaram Aliens, receberam a ajuda de Caim em pessoa e tiveram que expulsar Galactus da terra, perguntem apenas “foi divertido”? Se a resposta for positiva, tá valendo!

Fui!

P.S: Já ouvi relatos de campanhas com esses acontecimentos do último parágrafo!

As Quartas Edições

Os RPG's mais jogados do Brasil chegam à Quarta Edição... e agora?

Os RPG's mais jogados do Brasil chegam à Quarta Edição... e agora?

Não sei se foi coincidência, acaso, de propósito, ou é viagem minha… mas não é curioso que justamente esses QUATRO sistemas de RPG, os mais jogados no Brasil, tenham alcançado a QUARTA edição em QUATRO anos?

Senão vejamos:

Em 2004, foram lançados nos EUA tanto o GURPS 4ª Edição quanto o Storytelling (que pode ser considerada uma quarta edição, haja visto que os antigos Vampiro, Lobisomem e Mago tiveram três edições). O primeiro, uma atualização das regras da antiga 3ª edição de 1988 (única publicada no Brasil, mas que criou uma legião de fãs ardorosos e fiéis). E o segundo foi uma consequência da “implosão” do antigo cenário, trazendo um Mundo das Trevas mais adulto e voltado para as premissas originais do sistema.

Em 2006, surge o 4D&T, sistema brasileiro que evolui do antigo 3D&T, mudando completamente seu paradigma: Antes, uma porta de entrada para o RPG; Agora, uma janela para introduzir o Sistema D20 e fazer uso da famigerada OGL.

E Finalmente  em 2008, a “explosiva” 4ª Edição do D&D, que dividiu jogadores, mestres, blogs, e as estantes da galera. Feita com a intenção ”definir o estilo” do primeiro RPG do mundo para a próxima década, essa edição  trouxe inovações mecânicas arrojadas ( e outras nem tanto…).

O que fica dessa breve história? Apesar de novas edições serem necessárias (O Call of Cthulhu da Chaosium, por exemplo, tem SEIS edições oficiais publicadas, afora um bocado de “edições especiais”), eu tento ver as motivações de cada empresa em lançá-las, às vezes com pouquíssimos anos de diferenças entre a nova e a antiga edição. Percebo um interesse em atualização de regras, simplificações, interesses de mercado, criação de uma identidade do jogo… mas a melhor definição que eu achei foi na numerologia (que eu pesquisei no Google, tá? Não sou nenhum místico ou coisa do tipo). Fica aí a frase mais interessante sobre o Número 4:

…tem muito medo de perder a força; trabalha tanto, que até se esquece de pedir ajuda e tem uma grande capacidade de trabalho. Recusa-se a ser vulnerável e a palavra-chave é estabilidade…

Alguma coisa à ver?

Até a próxima!

P.S: Shadowrun também está na quarta edição, mas não entrou aqui por não ser tão jogado no país, o que é uma pena. Eu adoro Shadowrun!