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Como (e por que) Sacanear seus Jogadores!

Opa! Voltando após quase uma semana sem posts; Tinha gente achando que o blog tinha fechado e tal… gostaria de negar essa informação. Além disso, eu e minha esposa continuamos casados, apesar das brigas. Afinal, eu sou o visionário que pensa em RPG, e ela… bem, ela paga as contas…

Sério agora (ou nem tanto assim). Todos os blogs e autores sempre tem uma ou outra palavra para dizer como você deve proceder para manter seus jogadores felizes e bem-alimentados em suas mesas. Nada contra. RPG é diversão, e ter seus planos arruinados ou atitudes negadas a todo momento pelo Mestre é definitivamente CHATO.

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Jogadores Sem-noção

Eu ia pôr legenda,mas não achei nada que descrevesse bem essa cena...

Salve, galera! Aí vai mais um post para os mestres que perdem as estribeiras com seus jogadores, mas não sabem o que fazer. Só que dessa vez, não vai ter muitas dicas para pôr a aventura nos trilhos; O post é mais pra lavar roupa suja mesmo…

Meu amigo Othon, do blog Taverna do Jogador, além de blogueiro, é jogador na minha campanha Luz e Sombras. De passada pelo blog da campanha (veja AQUI), ele leu meu perfil, onde escrevo que não gosto de jogadores sem-noção. Ele brincou no Twitter que ele seria um jogador desse tipo. Não Othon, você não é. Você não tem a MÍNIMA noção do que é, e a que ponto pode chegar um jogador sem-noção!

Quando eu estava pensando como abordaria esse caso tão especial de jogador, me veio a mente um dos motivos mais comuns que geram jogadores sem-noção: Falta de experiência, de contato com o jogo. Tais situações, apesar de por vezes engraçadas e/ou repugnantes, não entram nesse relato; Um jogador novato tende às vezes a não perceber os alcances e limites do jogo, e acabam gerando fatos divertidos, mas isso fica pra outro post…

Eu falo de jogadores que, apesar da idade mental e física, e da experiência de jogo, continuam agindo como se fossem crianças novatas. Atacam qualquer NPC que vier pela frente, não sabem que “interpretar” não quer dizer “meter o dedo na cara do mestre ou jogadores”, advogam regras, etc.

Tudo bem, concordo que muitas vezes é o estilo de jogo do cara. Não existe jeito certo ou errado de jogar RPG. Existe a diversão. Mas os jogadores sem-noção esquecem a diversão do restante do grupo em prol de sua própria (se é que eles se divertem…)!

Vejo esse tipo de jogador mais ou menos como os famigerados “trolls” da internet, blogs, e coisa que o valha. Sua verdadeira intenção é “causar”; Pra ele, isso é divertido. Seja bolando históricos constrangedores, escolhendo nomes que tiram toda a seriedade daquela sua campanha épica/trágica ou interpretando o Malkavian que faz de tudo para roubar a cueca do Príncipe, às vezes, o mestre tem que lidar com esses tipos exóticos.

E como eu faço isso?

Não faço!

Quando eu percebo que o jogador é daqueles tipos meio “freaks”, que acham que andar com um alaúde de verdade vai dar algum bônus em seus poderes de bardo, eu faço questão de tirá-lo do jogo. Educadamente. E se tiver alguma intimidade com o cara, indico a clínica psiquiátrica mais próxima.

(Funcionou comigo)

Abraços!

P.S: Agradecimentos especiais ao Daniel Ramos, ilustrador e autor do blog Paragons (link AQUI), que me deu a ideia pro post via Twitter!)

Personagens: As estrelas do show

Ah, lá no estúdio!

Esse é um assunto debatido por vários blogs, podcasts e “dicas de mestre” de finadas revistas de RPG (ou de revistas em circulação). Mas como eu ainda não dei meus pitacos sobre isso aqui no ZUADA!, aí vão eles:

Como fazer os personagens brilharem? Afinal, essa é uma maneira rápida do grupo alcançar a diversão, a não ser que a proposta do jogo seja algo meio inusitado. Acredito que muitos jogadores de RPG (ou quem sabe, a totalidade deles) querem que seus personagens estejam no centro da ação, que façam as coisas acontecerem no mundo de campanha – nada mais chato do que o mestre que faz com que os NPC´s façam tudo e deixem os personagens-jogadores sempre na sombra.

E esse post foi inspirado num mestre: não de RPG, mas da música. Em seu último trabalho, “This is it”, Michael Jackson mostra porque era considerado um mito: Ele não era apenas um cantor/compositor/dançarino que vendeu milhões e se metia em escândalos. Era um showman.

Na maior parte dos ensaios, Michael fazia com que outras pessoas mostrassem seus valores. A cena em especial que me inspirou foi a música “Beat It”, onde ele compartilha o palco com a guitarrista australiana (e gata, diga-se de passagem) Orianthi Panagaris. Ela detona no solo de guitarra, e Michael diz: “Essa é a hora de você brilhar”.

Esse é o espírito! A maior dica que eu posso dar é usar um recurso simples, que é utilizado muito, mas MUITO mesmo, em desenhos animados, principalmente americanos: Cada episódio, um dos personagens é o foco da ação. Seu passado, presente e futuro é que dão as pistas para a resolução dos problemas. Em RPG, o histórico dos personagens, e os fatos da campanha são as ferramentas mais eficazes para usar esse recurso estilístico.

É isso! Lembre-se: Os personagens sempre serão os mais importantes!

Abraços!

Equipamentos de Jogo, parte IV: Marcadores

Não, minha mãe não é costureira, gente…

Chegamos à parte quatro da série sobre acessórios usados no RPG. Guardem suas miniaturas, e joguem fora os lacres de refri! Falaremos hoje sobre marcadores.

Jogo RPG desde 1993, e nunca na história do D&D se usou tantos marcadores, miniaturas, mapas, maquetes, etc, como agora. Alguns consideram um defeito, outros acham bacana. Não é isso que vem ao caso. Pra mim, que migrei da 3.5 para a 4E, prefiro um monte de argolas de lacre de refrigerante do que uma planilha Excel para controlar os efeitos que terminar em tal rodada. É uma característica necessária ao sistema, e você tem que aprender a conviver com ela; do mesmo modo que os jogadores de Storyteller convivem com jogadas de zilhões de d10. 

Pessoas diferentes lidam com isso de forma diferente. Quem tem grana folgada, gasta com miniaturas e a mesa fica bem bonita. Eu, que não tenho esse atributo, burlo a natureza de forma criativa: 

 

Sabe aquele xadrez da xalingo? Pois é, ele vem com peças de damas. E daí? Daí que eu DETESTO damas! Então fui num pintor e mandei-o colorir as peças brancas, que uso como Personagens-Jogadores ou NPC’s importantes. As negras são os inimigos. 

  

Apesar de não ser esteticamente perfeito, a vantagem que os marcadores tem sobre as miniaturas são três, na minha humilde opinião: 1- preço; 2- tira aquela sensação de que é um jogo de bonequinhos, e você se concentra mais na estratégia (e roleplay); 3- é mais fácil arrumar um marcador da cor que você gosta do que uma miniatura EXATAMENTE igual ao personagem que você imaginou…

Agora, pra quem (como eu) não tem paciência de juntar as famigeradas argolinhas de refrigerante, encontrei um meio que me serviu bem melhor, já que minhas “miniaturas” são planas: Botões. 

 

Cada um representa uma condição: marcado, sangrando, derrubado, lento, enfraquecido… pensando bem, acho que vou precisar de mais cores… 

E é assim que marco minhas aventuras no mapa de combate. E você? Usa algum outro método? 

Até mais!

VEJA TAMBÉM:

Parte I: Livros

Parte II: Dados

Parte III: Fichas

Feliz dia do Mestre!

Dia 4 de Março é considerado nos EUA o “Dia do Mestre de RPG”; Apesar de ser um dia que pode ser comemorado, tem uma nota triste nisso tudo: Coincidentemente, também é a data do passamento de Gary Gygax, um dos co-criadores do Dungeons & Dragons, o primeiro RPG da história.

Então, mande um salve pro seu Mestre de RPG; Afinal, é ele quem te proporciona horas de diversão sadia. Mas não se esqueça do grande Ernest Gygax; Sem a ajuda dele, dificilmente saberíamos o que é RPG…

É isso! Feliz dia do Mestre!

Fui!