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Dungeons & Dragons: 5E na prática

Post em edição extraordinária!
E mais uma vez o mercado internacional de RPG se movimenta, e os debates aquecem até atingir níveis acalorados, propício para mais uma “Edition War”: A WotC anunciou a produção da quinta edição do primeiro e mais famoso RPG de todos os tempos, Dungeons & Dragons.
OK, o ZUADA! não é um blog de notícias, e não temos quase nada pra falar da 5E (que não está sendo chamado assim pela editora… ainda), mas resolvi aproveitar o hype e colocar aqui como eu acho que esse anúncio e essa nova edição afeta a mim e a alguns leitores, na prática. Não vou nem colocar os links sobre o assunto; vocês devem estar cansados deles já.
ZUADACAST! #2 – Dano Máximo!

Saindo do limbo! Depois de vários meses sem ele, está de volta o ZUADACAST!, o podcast de RPG sem nenhuma utilidade!
Começo esse post pedindo desculpas a todos que ouviram o primeiro (AQUI) e esperavam logo pelo segundo; Nossa intenção é que o podcast fosse mesmo mensal, mas fiquei sem computador de maio até agora. E o próximo podcast não tem data pra sair, pois alguns dos nossos integrantes estarão ocupadaços nesse fim de ano, mas enfim! Tirando as desculpas esfarrapadas e os assuntos atrasados, aqui está!
Relatos sobre o 1º encontro de RPG em Arraial do Cabo
Nesse último final de semana, dias 30 de abril e 1º de maio, rolou o 1º Encontro de RPG em Arraial do Cabo, na escola João Torres, conforme foi anunciado aqui no ZUADA!. O objetivo desse post é contar a minha visão sobre o evento, as mesas e a semente de algo muito bom para o RPG na Região dos Lagos.
Sábado, dia 30/04
O primeiro dia de evento começou tarde pra mim: Saí do trampo às 13:00 e fui direto pra Arraial do Cabo. Ao chegar lá, topei com a galera da organização – Davi, Wallace, Ilealdo – se preparando para começar a palestra com o convidado Marcelo Rodrigues, um dos autores do antológico Tagmar, e coordenador do projeto Tagmar II. Soube também que meu amigo Diogo – do blog Mestres do Sonhar – rolou uma divertidíssima mesa de Paranoia, que eu infelizmente perdi. Pena…
A palestra com o Marcelo foi muito boa e esclarecedora; Ele falou bastante sobre o passado, presente e futuro do RPG brasileiro, e foi ovacionado com palmas ao final. Apesar de não concordar com algumas coisas a respeito do futuro do RPG – que o formato livro será extinto, que o RPG será totalmente digital – tenho que admitir que o cara sabe o que fala. Tomara que ele esteja enganado… Pra completar, ainda sobrou pra mim fazer uma entrevista com o Marcelo Rodrigues, nunca tinho feito isso. Quando vocês virem, desculpem qualquer erro!
Depois da teoria, foi hora da prática! Tivemos três mesas à tarde: Marcelo Rodrigues mestrou Tagmar II pra galera. Que honra deve ser você ter o criador do jogo mestrando pra você!
Mestre Gabriel atacou de D&D 4E, ambientado em meu querido Forgotten Realms. Montou um belo cenário em 3D, que cativou a atenção de seus jogadores para o ponto estratégico desse jogo. Além do que, o cara é gente fina!
E a última mesa a ser iniciada foi a mesa de Street Fighter RPG, do mestre Ilealdo; Ela ficou no cantinho, mas imagino que os lutadores devam ter enfrentado grandes perigos; estavam sempre de cabeça baixa, confabulando…
Não pude conferir o final do primeiro dia de encontro: Tivemos que correr pra não perder o penúltimo ônibus para São Pedro da Aldeia…
Domingo, dia 1º de Maio
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Cheguei cedo na escola, e logo o Davi chegou também pra me ajudar a arrumar a sala onde eu mestraria o Old Dragon! Infelizmente, domingo costuma ser o dia mais maçante nos eventos, então, poucas pessoas apareceram além do pessoal que jogou comigo; Mestre Gabriel e Wallace deram as caras, mas com insuficiencia de pessoas, não puderam fazer muita coisa. Minha mesa teve como diferencial o sorteio de um Holy Avenger 3D&T, uma caixa de Bis (logo compartilhada pelo vencedor e devorada em segundos na mesa!), e muitas risadas. Tivemos que encerrar às 15h, entregar as chaves da escola e sair de lá com muita coisa pra contar.
E o que ficou disso tudo?
Novas amizades foram forjadas. Conheci pessoas bacaníssimas, só pra citar alguns: Wallace, Davi, Ilealdo (organizadores do evento); Marcelo Rodrigues também é boa praça, uma honra ter falado com o cara! Michel, Wando e Breno (nosso pequeno Restart!) jogaram comigo e foi bastante legal; Teve também o cara que jogou na minha mesa, mas não lembro o nome dele, desculpa aí! E o já citado Mestre Gabriel, que apesar de ser Flamenguista e jogar 4E, é um cara legal! Trocamos muitas ideias e contatos!
Ao fim e ao cabo, acho que esse é o início de um projeto que visa juntar os dispersos RPGistas da Região dos Lagos em volta do hobby, com mais pessoas dispostas a trocar ideias, conseguir grupos e ensinar a jogar, que é o meu maior objetivo quando eu saio detrás do meu escudo, da minha mesa, do meu grupo convencional.
Até o próximo encontro!
Básico ou Suplementos?

Jogo esses só com os básicos!
Isso sempre me deu uma dor de cabeça, desde 1993. E de uns tempos pra cá, uma dor no bolso: Suplementos. Quando comprá-los, quando usá-los… e o mais importante: quando NÃO usá-los!
Jogo RPG desde o tempo que “suplemento” significava EXATAMENTE isso: uma coisa que não é obrigatória, algo que vem complementar o que você já tem. Tanto que do meu primeiro RPG adquirido com o suor do rosto, o AD&D da Abril Jovem, eu comprei os seguintes suplementos: Forgotten Realms Cenário de Campanha, Ruínas de Undermountain e o Livro Completo do Guerreiro (esse último, que deus o tenha); Eram divertidíssimos de ser ter e ler, mas totalmente desnecessários para jogar. Acho que o poder do “suplemento” deveria ser esse mesmo: Algo que não é imprescindível, mas que é bacana. Tirando a dor nas costas de ter que levar milhares de livros na mochila, é claro…
Eu particularmente gosto de suplementos assim: Dão opções de jogo, sem torná-los “obrigatórios”; Afinal, eu nunca tive orçamento suficiente para comprar centenas de reais de RPG por ano, imagine pra um jogo só! Prefiro ter vários básicos do que um básico e zilhões de suplementos.
Nesse post, eu analiso alguns RPGs antigos e recentes, e o modo como eles encaram os suplementos:
GURPS e os “suplementos básicos”
Quem não se deliciou ao ler suplementos de GURPS como “Viagem no Tempo” e “Illuminatti”, com suas dezenas de ideias para campanha? Quem não penou para entender as complicadas (mas empolgantes) regras de “Cyberpunk” para implantes cibernéticos e “netrunning”? O GURPS é um caso em que os suplementos são “quase-básicos”; Afinal, você pode rolar um Supers sem o suplemento, mas fica muito mais divertido com ele!
3D&T: Os suplementos vieram antes!
É isso mesmo: Quem acompanha o RPG no Brasil há algum tempo, sabe que o 3D&T, do Marcelo Cassaro, começou como pequenos suplementos em edições especiais da Dragão Brasil – como Street Fighter, Mortal Kombat e MegaMan. Só depois, em 1999, as regras foram sendo compiladas em um Manual 3D&T, depois Turbinado, Bombado, etc… até chegar à edição definitiva, o Manual 3D&T Alpha. Aqui está um caso onde você TINHA que ter o suplemento para poder jogar!
D&D 3ª Edição: A apelação
Os suplementos de D&D Terceira Edição (é bobagem falar 3.5 ou 3.0, na prática, são a mesma coisa…) eram os mais bacanas já traduzidos para o português: Boas ilustrações, material de primeira… mas eles carregavam consigo a mácula que fez a edição degringolar de vez nos EUA: Cada novo suplemento trazia Talentos, equipamentos, Classes de Prestígio, magias, etc, que com o passar dos anos, quebrou o jogo. Nos extertores da Terceira Edição, você precisava de uns doze livros pra fazer um personagem que fosse equiparável aos dos seus amigos. Um tipo de “guerra armamentista RPGística”, portanto.
D&D 4E: Retalhando os Básicos
Já era uma tendência da Terceira Edição, mas a 4E jogou a prudência às favas e despirocou de vez: Livro do Jogador I, II e III, assim como Guia do Mestre e Manual dos Monstros… Tá certo, 4ELovers, dá pra jogar só com os três básicos, eu sei… mas quando eu percebi que para ter em meu jogo as classes que tornaram minhas campanhas memoráveis (Bárbaro, Bardo…) eu precisava de um SEGUNDO livro do jogador, desisti. Vendi meus livros e comprei um Tormenta RPG!
Old Dragon: Suplemento? Pra quê?
A excelente iniciativa do Antônio Sá Neto e do Fabiano Neme remete ao AD&D da Abril, e do mesmo modo que ele, manda os suplementos passearem: Tudo que você precisa tá lá, e se você quiser mais coisas, elas existem. Mas não são necessárias.
Esse é definitivamente o tipo de RPG que está me atraindo no momento: Sem muita frescura, e que não ocupa muito espaço na mochila e no orçamento. Chega de dor na coluna!
O Futuro: iPad?
Pode ser que, com a tecnologia chegando ao RPG (coisinhas à toa como Taulukko, D&DInsider e iPad), o modo de encarar os suplementos de RPG mude; Pois você terá o material que precisa mais acessível, e a desculpa de ter que procurar regras específicas em livros obscuros não se use mais. E então? O que poderia acontecer com nosso hobby, se TODOS os suplementos estivessem ao nosso alcance, ao mesmo tempo?
Responde aí!
Falou!


















