Arquivos do Autor:

Combates Dinâmicos

Quando os combates comuns não são o bastante…

Depois de um tempo sentado à mesa, presenciando e participando  de varias sessões de RPG, eu e alguns amigos começamos a notar que os combates começaram a cair na monotonia. Aquela velha cena que tanto se repete: “Vamos lá pessoal! Os inimigos estão aqui, posicionem-se aqui nessa área, vamos jogar a iniciativa e começar!”. Escutar isso me dá nos nervos.

Onde estão aqueles combates em que nós pegamos os inimigos de surpresa, ou então montamos a armadilha e não eles, e porque quando eu dou aquele critico ou o golpe final eu não posso descrevê-lo? Onde estão os combates épicos, descritos em tantos livros e visto em vários filmes?

O que eu estou querendo dizer é que um combate deve ser, na maioria das vezes, mais do que um simples combate. Pense sempre em aproveitar o ambiente ao seu redor, desde terreno e clima,  até a mobília do ambiente.  Também pode ser feito exigindo que um personagem (ou mais de um, se preferir) fique fora da batalha, realizando alguma tarefa enquanto os outros têm que defendê-lo, dando aquele clima de urgência e perigo.

Até mesmo as coisas mais simples podem ser utilizadas, como descrições  triviais, e aquelas situações em que só seus inimigos fazem e você nunca (como preparar uma armadilha no meio da batalha). Colocar efeitos aleatórios também torna as coisas mais dinâmicas: Mudar a gravidade de uma sala a cada rodada, teleportar os participantes do combate para outros pontos da sala, voltar uma ou duas rodadas no tempo depois de “x” rodadas… Uma tabela de efeitos e situações estranhas que podem acontecer durante o combate é um bom começo.

Mas devemos ter muita atenção em não exagerar, e nem dinamizar 100% dos combates, senão depois de um tempo, eles TAMBÉM cairão no tedio e no lugar-comum. Existem situações em que queremos um pouco de pressa, acelerar as coisas.

O objetivo disso tudo é alcançar um maior divertimento nas mesas de RPG  e abrir os olhos para mostrar que podemos sim recriar e inventar grandes cenas épicas, criar algo diferente usando coisas simples que nem sempre valorizamos, mas que sempre será lembrado.

Construindo Históricos Criativos

Essa é a questão!

Galera, é com muita honra que apresento o primeiro post do primeiro colaborador do ZUADA! – Hélio “Grinflin” Júnior.

O Hélio é meu conterrâneo, mas por coincdência, viemos nos conhecer aqui no Rio de Janeiro. A partir daí, começei a mestrar para ele, e apesar de ser calado e quieto, sempre mostrou ter uma imaginação digna de autores de fantasia.

Feito o convite, apreciem sua bela estreia, com um post que dá muitas ideias para tornar seus personagens ainda mais atraentes! Saibam mais sobre o autor no tópico QUEM SOMOS

__________________________________________________________________________________________

Qual a importância do histórico no RPG, em seus mais variados cenários e sistemas? Como construir um histórico? Quais as formas de histórico? Fazer ou não fazer?  E o mais importante: O que é um Histórico?

Histórico, background ou prelúdio. Não importa necessariamente como é chamado, todos desempenham basicamente a mesma função dentro do RPG. “Histórico” seria uma pequena história ou conto que resume a vida do seu personagem antes de começar o jogo. Algo que explique o porquê de seu personagem ter sido criado daquela forma na ficha. Ex: Como ele conseguiu aquela pericia e/ou habilidade. Algo que explique de onde ele vem ou até mesmo os gostos pessoais de seu personagem.

Na maioria das vezes os jogadores não gostam de fazer seu histórico, muitos acham desperdício de tempo e que ele não servirá para nada. Estão errados. Ao fazer seu histórico você estará imortalizando seu personagem, porque você estará dando vida a ele naquele momento, criando seus traços únicos dentro da campanha. E sem falar que é um jeito de ganhar algo a mais do mestre antes de começar o jogo… Os mestres poderiam utilizar de uma pequena recompensa para incentivar seus jogadores a escrever.

Um Histórico, em um ponto de vista geral, é muito importante em uma mesa de RPG. Alem de ajudar a definir bem o seu personagem, ele pode dar muitas ideias para o mestre envolver seu “passado” em uma aventura, ou talvez em uma Campanha. Sem falar que às vezes cai bem um pequeno toque de “realidade”, ao explicar a construção de seu personagem no seu histórico.

E quando não se tem ideia de como ou por onde começar? Uma coisa que sempre me ajudou muito foi elaborar uma pequena bateria de perguntas e respostas sobre o PJ, e depois transformar  aquilo em uma historia. EX: “Qual o seu nome? De onde você vem? O que você almeja na vida? O que você não gosta?”. Essas são apenas algumas das milhares de perguntas que você pode fazer para lhe dar ideias. No manual básico do sistema  Daemon, podem ser encontradas algumas perguntas bem elaboradas, que podem ajudar na construção.

Existem muitas formas de se construir um Histórico. A mais comum é estilo “redação de vestibular”, onde se escreve uma história de 15 a 30 linhas descrevendo seu PJ. Mas você pode ir mais além. Que tal transformá-lo em uma ficha policial? Um diário com páginas faltando? Uma carta de suicídio enviada para um desconhecido? Uma folha de pergaminho esquecida em uma biblioteca? Fazer seu Histórico de uma forma diferente lhe trás uma empolgação antes mesmo de começar a sessão.